domingo, 23 de novembro de 2014

Cara, eu preciso te contar

que não penso mais em você todos os dias. Não sei quando o amor que eu sentia acabou. Aliás, nem sei se acabou, mas sei que não vale investir em uma coisa que não vai ter futuro... e, se tivesse, não ia ser o que eu sonhei pra mim.

O que acontece é que a cada vez que você me ignorava ou que preferia qualquer outro compromisso à minha companhia, um pedacinho da minha esperança morria. Foram mais de anos que esperei que tudo seria diferente... não sei por qual motivo.

O fato é que hoje não me iludo mais. Sei que você sempre só vai olhar para o seu umbigo e priorizar as suas vontades. E não, não venha me falar que esse é seu jeito de amar, nem tentar me fazer sentir culpada, alegando que a culpa é minha. Já caí nessa história mais de um milhão de vezes e hoje sei que sou dona de minhas vontades, diretora do meu destino. 

Por isso, escolho te deixar partir, escolho não me importar com uma pessoa que não quer ser cuidada. Escolho ser feliz e deixar pra trás tudo o que me feriu e me fez desacreditar no amor.

Pra te dizer a verdade, só queria abrir seus olhos, porque todas as pessoas que um dia já gostaram de você, hoje estão longe. Em seus novos amigos, você não pode confiar e, quando está com os antigos, não tira a máscara. Presta atenção no que você está plantando, pra não se arrepender lá na frente. Conselho de alguém que, apesar de tudo, te quer bem.

Se cuida, rapaz... porque eu não estarei mais ao seu lado para fazer isso.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Crônica do amor que nunca existiu

Acabou. Vamos pelo menos uma vez nessa história ser explícitos. Nunca quisemos rotular para não estragar o que rolava, já que ninguém entenderia. A gente não entendia.

Era bom estar com você. Era uma companhia, era confiança, era sorriso. Era ansiedade, coragem e um foda-se pro que estavam falando. Era carinho, eram compromissos desmarcados, era aventura. Era um friozinho na barriga, era paixão e eu achei que era amor.

Mas, de repente, não era mais e você não avisou. Foi desaparecendo, aos poucos, como uma miragem no deserto. Não era mais esforço, não era mais felicidade, não era mais amizade. Era ausência, agonia, angústia. Era uma falsa-expectativa, uma ilusão.

Lutei para não ver o que era nítido. Avisei que estava mudando. Você fez que tudo era igual. Mas acho bom agora deixarmos tudo em pratos limpos. Já não justifico seus erros para os outros. Já não defendo você com todas as minhas forças. Hoje, seus defeitos incomodam, o amor de casais que se conheceram há pouco virou carência e o dos que estão há muito, comodidade. Só acredito em raras exceções. Mas não acredito mais que isso vai acontecer pra mim. Dizem que é o luto e que é normal. Estanho. Aliás, estranha é como me sinto.

Então, de uma vez por todas, vou deixar de tentar mais e mais uma última vez ter sua atenção. Estou seguindo meu caminho. De você, não guardo raiva. Sei que você está na lista negra de muita gente. Só me dói que com toda essa “coisa”, como você gostava de chamar, também desapareça a nossa história de anos. Anos antes disso tudo.

Adeus, de vez.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Você lava suas mãos?

A sociedade brasileira não acredita mais na Justiça do país, pois enxerga que essa tem pesos diferentes para ricos e pobres, além de não demonstrar credibilidade, já que a maioria dos criminosos é solta sem ter cumprido, ao menos, metade do tempo de pena previsto. Por essa descrença, muitos cidadãos acham certo fazer justiça com as próprias mãos. As provas são acontecimentos recentes, como o linchamento de uma mulher até a morte, acusada falsamente de praticar rituais de magia negra com crianças, e o espancamento de um jovem que havia praticado furto no Rio de Janeiro, o qual terminou preso a um poste nu, com uma trave de bicicleta. Mas será essa mesma a solução para os nossos problemas cotidianos?

Menor preso a um poste no Flamengo (RJ), por justiceiros, após cometer um furto. Imagem da internet.

Uma pesquisa aponta que 17% dos cariocas acreditam que arregaçar as mangas e fazer o trabalho da polícia é a forma mais eficiente de corrigir os problemas de nossa sociedade. Entretanto, ao punir quem comete alguma infração, sem o respaldo da lei, o justiceiro também se transforma em um criminoso. Ademais, se cada um decidir resolver as coisas a seu próprio modo, voltaremos à idade da pedra, aceitando a máxima "olho por olho e dente por dente", inseridos em um caos total.

Talvez a imprensa sensacionalista, a qual dá prioridade apenas para notícias repletas de sangue, tenha um pouco de culpa no comportamento dessa parcela da sociedade. Mas não queremos achar os culpados, o importante é avaliar a conduta em si. Todo problema social tem origem na falta de políticas públicas, portanto investimentos em educação solucionariam tanto o comportamento de justiceiros, quanto a formação de futuros infratores. Além disso, não podemos deixar de lembrar que ao punir com as próprias mãos, estaremos ignorando completamente os direitos humanos, já que todo cidadão deve ser respeitado.

Dessa forma, tentar suprir as falhas de segurança pública com atitudes individuais, ou mesmo coletivas, só aumenta a histeria da sociedade e os problemas já existentes. É preciso que o governo invista em políticas públicas como educação e melhore o funcionamento do setor judiciário, para que as leis já existentes tenham alguma eficácia e reflexo em nosso dia-a-dia.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entre outras coisas...

Para julho não passar em branco, aqui vai uma postagem simbólica no meu blog querido. A cobertura da Copa do Mundo na emissora Esporte Interativo foi extremamente enriquecedora para minha formação como jornalista. Trabalhei muito e aprendi muito. Convivi com profissionais incríveis, acompanhei coletivas e tive a oportunidade de conhecer muita gente, incluindo Arsene Wenger.



Adoro a ideia de ter proposto criar um blog totalmente livre de amarras, de regras, de temas, de estilo, de tudo. Portanto, essa é uma postagem-sentimental-como-se-fosse-meu-diário. Já vou logo avisando!

Ouço muita gente falar: ah! como que queria fazer isso... ah! se eu pudesse! Então faz! Não adianta ficar  só imaginando e não se arriscar. A vida recompensa quem tenta, se esforça, insiste e, principalmente, acredita. De nada adianta achar que seus sonhos são impossíveis. Tente! Se não der certo, caia, aguente os arranhões e siga em frente. Tente de novo! Um dia vai dar certo.


Quando a gente faz a nossa parte, recebemos a recompensa. Além disso, quando carregamos coisas boas no peito, o bem volta em nossa direção. Pode prestar atenção: quando você ajuda alguém na rua, faz pequenos favores que não custam nada, só a sua boa vontade, anjos passam pelo seu caminho. E não digo anjos com asas não. Digo pessoas de bom coração que dão aquela MEGA ajuda quando mais estamos precisando, pedindo NADA em troca. Uma mão lava a outra. Favores sem segundas intenções para amigos e conhecidos também têm suas recompensas, cedo ou tarde. Pode acreditar!

Só sei que a vida é boa demais. Claro que temos momentos de angústia, tristeza, incompreensão, mas depois percebemos que tudo teve um motivo. NADA É POR ACASO! As pessoas insistem em dizer que o mundo é mau. Não! Ele não é. Você que não consegue enxergar as qualidades existentes em cada ser humano.

Desabafo feito! Encerro por aqui, agradecendo a Deus tudo que já recebi na minha vida e pedindo desculpas por achar que o caminho que eu queria era o certo, quando tudo já estava planejado e bem planejado.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa 2014: Argentina X Brasil

A Copa do Mundo é um evento que não acontece apenas nos estádios. As ruas estão inundadas de torcedores, por isso, fomos até Copacabana (RJ), ao Fifa Fan Fest para descobrir se, no evento, a tão famosa rivalidade entre brasileiros e argentinos é forte ou não existe.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vai ter Copa sim!

Pesquisas recentes da Datafolha revelaram que quase 40% dos brasileiros não são a favor da realização da Copa no país. Isso porque acreditam que o dinheiro gasto com obras para o Mundial deveria ser investido em outros setores, como educação e saúde.

O país do futebol, que recebe o campeonato internacional pela segunda vez, não ficou tão animado como era de se esperar. A um mês da Copa, a maioria das ruas estava enfeitada apenas por acessórios oficiais da Fifa, enquanto as tradicionais bandeiras e pinturas de calçadas não eram frequentes. As formas de demonstrar a insatisfação foram diversas: desde protestos à desenhos críticos.

Pintura no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Márcia Foletto/OGlobo
Vale lembrar que ano passado eclodiriam diversas manifestações de Norte a Sul do Brasil. Tudo começou por causa de um aumento nas tarifas de transportes públicos e logo outras causas também entraram em pauta: a luta contra homofobia, maiores investimentos no bem-estar da população, além do repúdio à corrupção e aos gastos excessivos com o Mundial. 

Mesmo com a proximidade do torneio, mobilizações ainda ocorriam. Um exemplo foi a colagem de adesivos no ônibus oficial da seleção brasileira por professores. Mas não é de hoje que Copa do Mundo e política estão ligados. 
Foto: Marcelo Bittar
Imagens Alzirão, Tijuca(RJ). Fotos: Letycia Cardoso 
Em 1934, o evento foi realizado na Itália. Neste período, Benito Mussolini governava através de uma ditadura e chegou a influenciar até na escolha dos árbitros que apitariam partidas do país. Coincidência ou não, a Itália foi campeã. Em 1970, o tricampeonato do Brasil serviu para desviar o foco das torturas que aconteciam devido à forte repressão da ditadura militar, fazendo com que os cidadãos enxergassem de melhor forma o presidente Médici, o qual vestiu o personagem de homem apaixonado por futebol. Já em 1978, a Argentina foi o país-sede e levou o troféu. Então, o mundial foi usado para fortalecer o regime ditatório lá, comandado por Jorge Rafael Videla.

Entretanto, agora a Copa chegou. É hoje o dia da abertura oficial e da partida entre Brasil e Croácia. A paixão volta a ser latente. Prejudicar a imagem do país internacionalmente não ajuda em nada: não revoga os roubos, os gastos exorbitantes, não faz o tempo voltar. A revanche só tem e só pode acontecer em outubro, nas urnas.

No Rio de Janeiro, as cores verde-amarelo já tomam conta das ruas, a alegria é representada por danças ensaiadas, pequenos que vão assistir ao Mundial pela primeira vez já vestem o uniforme e o comércio ambulante aproveita para faturar com a vontade de torcer dos atrasados.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sobre a arte de complicar

Em um shopping de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), uma jovem falava ao telefone com a tia.

_Tia, ele não sabe que eu vi isso no celular dele. Aí eu perguntei quem estava lá de mulher e ele disse que só a secretária. Aí eu falei “mas não tinha uma grávida” e ele disse que tinha, mas que grávida não contava.

O diálogo seguia. Eu, enquanto almoçava, não conseguia ouvir os conselhos da tia, apenas os relatos indignados da moça.

_ Nós fomos jantar e tudo ficou bem. Mas eu sei, tia, que se ele não fez alguma coisa, ele teve a intenção de fazer! Ele teve! Aí na volta, no carro, eu não aguentei. Tirei satisfação e ele não entendeu nada. Acabei chorando. Ele disse que não sabia dessa minha insegurança. Me odiei por ter chorado na frente dele, mas não consegui segurar.

A vontade de interferir e perguntar se ela queria conversar comigo, ali pessoalmente e liberar a coitada da tia, era grande, mas como as pessoas vivem cada dia mais em seus mundos, preferi não me intrometer para não ser mal interpretada. A esse ponto da conversa, já economizava os últimos grãos de arroz para escutar o desfecho. Pela minha cabeça, o roteiro estava construído: o noivo foi a uma festa da empresa e ela suspeitava de uma traição. Mas, para minha surpresa, ela esclareceu.

_ Tia, eu sei que a gente não tem nada. Mas eu estou gostando dele e não quero que ele fique com mais ninguém. Ele tem que me respeitar. Eu não quero e pronto!

Nesse momento, a moça da limpeza do shopping já havia recolhido minha bandeja e não tinha mais como enrolar. Peguei minha bolsa, abandonei a conversa e a moça com olhos lacrimejados. Saí pensando como as pessoas sempre arrumam um jeito de complicar as relações.

Presenciei esse fato justamente em uma semana em que lia um livro de Martha Medeiros, ou quem sabe apenas prestei atenção por estar mais sensível às emoções e as reflexões propostas por essa fantástica escritora. Parafraseando-a, afirmo: as pessoas se afogam num pires. Isso mesmo. A menina não tinha nenhum compromisso oficial e mesmo assim agia com uma cobrança que seria inaceitável mesmo que originária de uma esposa. Querer controlar e privar o outro e ainda fazer drama não é a melhor maneira de conquistar alguém. Não é mesmo? 

Entretanto, parece que muitas pessoas têm vocação para poeta. Não por escreverem coisas belas, mas por terem suas existências ligadas a pequenos sofrimentos, sem os quais viveriam sem rumo.

É preciso simplificar e tomar decisões que realmente solucionem os problemas. Ou ela deveria seguir em frente numa relax, deixando as coisas acontecerem naturalmente e explicando para o alvo de seus sentimentos tudo o que se passava pela sua cabeça (de forma racional e não doentia), ou então, se enxergasse que o rapaz não tinha os mesmos objetivos que ela, assumir que se equivocou e seguir em frente. 

Para fechar com chave de ouro não poderia deixar de citar Martha, em um trecho de sua crônica Amputações: “Cada um tem um cânion pelo qual se sente atraído. Não raro, é o mesmo cânion do qual é preciso escapar.”

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A quase uma semana

A Copa do Mundo de 2014 está cada dia mais próxima. Apesar de diversas obras não terem sido finalizadas, das confusões acerca da venda dos ingressos para os jogos, quem parece focar apenas no futebol é a seleção brasileira.

Os jogadores já imaginam a grande final, no Maracanã, mas ressaltam a importância de "matar um leão a cada dia", ou seja, pensar primeiramente no próximo amistoso e também na estreia dos canarinhos, no dia 12 de junho.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A imprensa carioca na Copa

O ano de 2014 será histórico. Aliás, já está sendo. Tudo porque o Brasil recebe um evento mundial que mexe com a emoção tanto de fanáticos por futebol, quanto de quem nem entende muito sobre o assunto. A Copa divide opiniões: alguns acreditam nos benefícios de o país ser visto internacionalmente, enquanto outros acham hipocrisia investir tanto dinheiro em um espetáculo sendo que estruturas básicas, como saúde e educação, ainda são precárias.

O Rio de Janeiro, que já foi capital, por ser uma metrópole e estar posicionado estrategicamente no mapa é uma amostra do resto do país, tem sua importância e sedia diversos acontecimentos importantes. A exemplo: os protestos contra o Mundial e importantes jogos do evento. Além disso, a cidade maravilhosa irá receber milhares de turistas que buscam não somente vivenciar a magia de uma copa, mas também conhecer pontos turísticos.

Dessa forma, é importante saber como a imprensa carioca se prepara para esse evento histórico. Com a palavra, os jornalistas que estarão na cara do gol!

Entenda melhor como será a cobertura do jornal impreso Lance!


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Em busca de humanização no nascimento, Centro Natural de Parto reabre em JF

A Casa de Parto de Juiz de Fora, fechada em 2007, reabre no início de 2015 como Centro Natural de Parto, acoplada ao Hospital Universitário (HU), no Dom Bosco, na Cidade Alta.

As Casas de Parto foram criadas em 1999, em todo o Brasil e são unidades de saúde onde trabalham nutricionistas, assistentes sociais e enfermeiros especializados em obstetrícia, cuja missão é realizar o parto humanizado. Em 2011, o governo federal lançou o Rede Cegonha, um projeto que tem por objetivo a implantação de centros de parto natural por todo o Brasil, integradas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O programa prevê a instalação de 200 unidades em todo o país até o final deste ano. A de Juiz de Fora terá enfermeiras obstetras no comando, mas também contará com médicos, para caso haja qualquer complicação nos partos.

Assista ao vídeo abaixo e compreenda a diferença entre hospitais e Centros de Parto Normal.


UM TRAUMA ANORMAL

A violência obstétrica é cada vez mais comum. Uma pesquisa feita em 2010 pela Fundação Perseu Abramo revelou que 25% das mulheres brasileiras sofreram violência durante o parto. Ela caracteriza-se pela apropriação do corpo da mulher e de seus sistemas reprodutivos pelos profissionais de saúde através de tratamentos desumanizados, abuso de medicação e outros meios, causando a perda da autonomia e da capacidade de decidir sobre seus corpos.

A enfermeira residente em obstetrícia, Andressa Rodrigues, explica como essa violência pode ocorrer.


São violências obstétricas:
  • Tratamento impessoal;
  • Não permissão de acompanhantes;
  • Tratamento hierarquizado;
  • Submissão a procedimentos invasivos;
  • Privação de segurar o bebê após o parto;
  • Comentários chocosos e ameaçadores;

Os casos podem ser denunciados no site do Ministério Público Federal ou em delegacias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é campeão em relação ao resto do mundo em cesarianas. Em 2010, a porcentagem de realização desse procedimento atingiu 52%, quando o recomendado pela OMS é de apenas 15%.

Muitas mulheres desistem de tentar o parto normal por medo ou por indução médica. Entretanto, a cesariana pode ter várias desvantagens.



Para tornar o procedimento o mais natural possível, casas de parto utilizam técnicas de alívio da dor, como massagens e banho morno, além de tecnologias não invasivas como bolas, banquinho e cavalinho, que ajudam na descida do bebê. A enfermeira Andressa Rodrigues ainda destaca a importância em estimular o córtex primitivo, ou seja, incentivar que a mulher tome suas próprias atitudes no momento do parto e, assim, fique na posição mais confortável para que o filho nasça, por exemplo: de cócoras, quatro apoios ou com uma perna levantada.

UM MODELO DE SUCESSO

A Casa de Parto David Capistrano Filho, em Realengo (RJ), completou dez anos em março e atende, em média, 640 mulheres por mês. Em sua história, já foi fechada pela vigilância sanitária que alegou falta de equipamentos essenciais. Entretanto, após reivindicações de profissionais e de grávidas, foi reaberta.

A instituição realiza partos de baixo risco de mulheres com as seguintes condições: idade gestacional até a 34ª semana, não tenha filhos nascidos por cesárea, não tenham sido submetidas a nenhuma cirurgia uterina e que não apresentem qualquer problema de saúde, como diabetes, hipertensão, bronquite, asma, entre outros. Para que a gestante seja acolhida pela casa é necessário que ela participe de oficinas, consultas e plano de parto. Depois de todo esse processo, o pré natal também precisa ser realizado na unidade.

De acordo com a enfermeira e diretora da casa de parto, Leila Azevedo, desde o primeiro contato, os profissionais tentam desconstruir o modelo “medicalizado” do parto na atualidade, despindo preconceitos e ideias pré-concebidas do processo: “O grande benefício de uma casa de parto é olhar para o parto como um evento feliz, sexual e ímpar. Não existe um parto igual ao outro. A casa de parto possibilita um ambiente mais próximo à realidade doméstica das mulheres. O simples fato de não usarmos o ‘branco’, da casa ser colorida, das mulheres e suas famílias conhecerem o ambiente já torna esse processo menos ameaçador.”

A Casa de Parto de Realengo luta diariamente contra a violência obstétrica e a favor da humanização do parto.
Grávida e a enfermeira Andressa Rodrigues na Casa de Parto em Realengo (RJ)

terça-feira, 11 de março de 2014

Sonhar, ousar, arriscar

A energia elétrica, a geladeira, a internet e as várias invenções que tornam nossas vidas mais práticas surgiram devido à inquietação de sonhadores, que queriam fazer a diferença e não se conformavam com uma situação existente. As pessoas que admiramos, aquelas que alcançam grandes vitórias, só conseguiram chegar onde chegaram por algumas características, como: determinação, persistência e ousadia.

Muitas vezes, a vida nos cerca com caminhos diferentes e então é preciso fazer uma escolha: este ou aquele? Ir ou ficar? Na verdade, as opções estão disponíveis em nossas trajetórias desde quando nascemos. Estamos escolhendo uma coisa à outra a todo momento. Engana-se quem pensa que se livra dessa responsabilidade deixando o compromisso para que outro o faça em seu lugar ou ficando inerte: quem não faz escolhas, opta por não ser o autor da própria história.

Os grandes heróis da humanidade sonham e, por isso, têm objetivos. Assim que deve ser, não se deve ter medo de arriscar, ousar e tentar de novo caso não dê certo. Para chegar “ao infinito e além”, é necessário subir de degrau em degrau. Assim, o esforço de cada pessoa é reconhecido, pois cada um colhe o que semeia. 

E, como já dizia um pensador, “há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Reciclagem: atividade sustentável que gera renda

Em um mundo em que tudo tem prazo de validade, até mesmo bens duráveis como televisões, celulares e computadores, o volume de lixo aumenta mais e mais. A educação da população também não favorece o meio ambiente, já que muitos cidadãos ainda jogam lixo nas ruas, o que obriga a criação de leis que tornem esses hábitos infrações.

A reciclagem surge, então, como um alívio para a natureza e também como fonte de renda para catadores e donos de galpões de reciclagem.



A praia também sofre com a quantidade de lixo abandonado nas areias. O catador Luiz Carlos, morador da Tijuca (RJ), conta que trabalha apenas nos finais de semana na praia de Copacabana e, catando apenas latinhas, consegue lucrar uma média de R$900,00.

Praia de Copacabana (RJ)
Segundo dados da assessoria da Comlurb, são removidos na orla, em alta temporada, incluindo os resíduos dos quiosques, em média, 60 a 70 toneladas de lixo em dias de semana; 100 a 120 toneladas, aos sábados, e aos domingos 150 a 180 toneladas. A companhia ainda informou que a coleta seletiva no Rio de Janeiro, atualmente, atende a 68 bairros e recolhe 3,7% do total de material com potencial reciclável, ou seja, um total estimado em 1.991 t/dia.

Já é hora de a população ter consciência e contribuir com o meio ambiente, mudando pequenos hábitos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Acessibilidade e o direito à liberdade

Segundo o artigo 5º da Constituição Brasileira, todos os indivíduos são iguais e têm direito de ir e vir. Entretanto, a teoria não se aplica à pratica de maneira eficiente. Todos os dias, diversos cidadãos com algum tipo de deficiência física enfrentam obstáculos para cumprirem atividades rotineiras.

Esse é o caso da professora Rita de Cássia Barbosa, cadeirante, que leciona na Faculdade Granbery e faz pós-graduação em Pedagogia na mesma instituição. Em seu dia-a-dia, depara-se frequentemente com problemas de acessibilidade, como o constante defeito nos elevadores dos ônibus adaptados.


Rita alega que o problema se deve à falta de manutenção e que o caso agravou-se ainda mais depois da autorização para que os passageiros descessem através da porta do meio dos veículos. O Supervisor de Transporte e Trânsito da Settra, Eduardo Coleta, explica que a vistoria no transporte público urbano acontece anualmente e eventualmente.


Entretanto, Coleta afirma que, pelo fato de o número de veículos ser grande, é inviável que todos sejam fiscalizados diariamente.


Segundo dados da Settra, em 2014, a frota de veículos adaptados em Juiz de Fora contabilizará um total de 61%, isso porque alguns ônibus antigos serão substituídos por carros ajustados, já que só podem circular durante dez anos. 

A professora também reclama das calçadas irregulares e sem rampas de acesso: “Na rua Sampaio, por exemplo, eu tenho que andar pela rua, indo de encontro aos carros. E ainda tem uma obra que tumultua tudo mais”. A Chefe do Departamento de Políticas para Pessoas com Deficiência, Thaís Altomar, afirma que o impasse é nacional porque a responsabilidade pela adequação das calçadas é do proprietário, o qual quase nunca se mostra interessado em fazê-la. Entretanto, como a acessibilidade é uma lei, cabe à prefeitura fiscalizar de forma mais rigorosa as estruturas. Thaís ainda ratifica a falta de planejamento das obras em Juiz de Fora, especialmente na Rua Santo Antônio.

Rua Santo Antônio, no Centro de Juiz de Fora (MG)
A atual proposta da prefeitura é viabilizar o centro da cidade para que ele possa servir de exemplo e, a partir de então, levar as adaptações para os bairros. No entanto, o projeto só será viável com o apoio da população e dos moradores. 


Enquanto a população que não se sente afetada fecha os olhos para a situação, milhares de cidadãos lutam diariamente por um pouco mais de independência.