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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Exercício para o corpo e para a alma

A atividade física na minha vida (acho que já falei isso por aqui) é mais do que um exercício para o corpo. É uma atividade para a mente, um momento só meu de relaxamento. Há quem não pense da mesma maneira. Porém, para que o exercício possa funcionar, também para você, como válvula de escape, é preciso achar algum que você realmente goste.

Durante boa parte da minha vida fiz ballet  e achava que faria para sempre, porque realmente AMAVA. Mas, com a vida corrida e priorizando outras coisas, tive que parar. Posteriormente, encontrei o muay thai. Exercício que consegue exteriorizar toda minha agitação e liberar a minha raiva energia.

Recentemente, resolvi experimentar o yoga. Já tinha ouvido muita gente falar sobre, mas o que realmente me impressionava eram as posturas. Comecei a seguir alguns IGs e fiquei fascinada.


Então, cheguei toda toda na minha primeira aula de yoga, já perguntando para a professora quando eu ia aprender aquelas posturas difíceis. Foi então que ela me explicou que eu estava querendo pegar o bonde andando  um pouquinho mais dessa atividade.

O yoga trabalha o autoconhecimento e a conexão com a natureza ou Divino. Existem várias modalidades, umas que exercitam mais a meditação, como o Bhakti Yoga, e outras que são voltados para o corpo, como Pole Yoga (associado ao Poli Dance) ou o Aerial Yoga (executado em faixas, como as de circo).

De acordo com a professora Eliane Costa, o yoga também melhora a saúde.



Essa atividade ainda trabalha a integração do ser como um todo: sua parte física, energética, emocional, mental e espiritual.




Alguns meses depois, já acho o yoga fundamental na minha vida, porque me acalma profundamente, além de, a cada aula, me lembrar que devemos ser fortes, flexíveis e persistentes na vida. Já que, com equilíbrio, tudo dá certo.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa 2014: Argentina X Brasil

A Copa do Mundo é um evento que não acontece apenas nos estádios. As ruas estão inundadas de torcedores, por isso, fomos até Copacabana (RJ), ao Fifa Fan Fest para descobrir se, no evento, a tão famosa rivalidade entre brasileiros e argentinos é forte ou não existe.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MMA: um esporte vitimado pelo preconceito

A partir da transmissão do UFC (Ultimate Fighting Championship) pela Rede Globo e pelo canal Combate, da criação do The Ultimate Fighter, o reality show de luta do maior canal aberto da televisão brasileira, e das vitórias alcançadas pelo carismático lutador Anderson Silva, o MMA (Mixed Martial Arts) popularizou-se, fazendo com que o hábito de reunir os amigos para assistir a uma partida de futebol também se estendesse a essa modalidade esportiva. Diante da ascensão, a luta virou pauta de discussão: seria o MMA um esporte ou apenas uma expressão da brutalidade humana?


As artes marciais mistas (MMA) misturam estilos de lutas e habilidades diferentes, exigindo com que o atleta possua muita disciplina para treinar várias modalidades a fim de se destacar tanto no chão, quanto em pé. Ele também deve compreender as regras da atividade competitiva, a qual é subordinada a uma organização, no caso, a UFC. Por tais motivos, pode ser considerado um esporte de alto rendimento, o qual exige muito do corpo do atleta, fazendo com que algumas lesões específicas sejam conseqüência, assim como joanetes, unhas roxas, tendinites, escolioses são as do balé e lesões de joelho, torções, problemas musculares são as do futebol.


Uma visão preconceituosa estabelece que o MMA é a expressão do instinto mais primitivo do ser humano, pelo fato de os competidores deferirem golpes uns contra os outros. Entretanto, o objetivo do esporte é a própria superação de seus limites, é descobrir quem tem as melhores técnicas ou faz uso mais eficaz dessas, mas não tem por finalidade tirar sangue do adversário. Isso é um risco ao qual os atletas estão expostos e que aceitam correr, assim como os corredores de Fórmula 1 assumem o risco de morrer em uma colisão.

Acidente Ayrton Senna
Outro argumento nesse sentido declara que o MMA incentiva crianças a serem violentas, já que muitas não têm a oportunidade de participar de uma academia de lutas e tomar conhecimento sobre a parte teórica do esporte. Porém, essa alegação não se suporta porque os próprios lutadores dão declarações na mídia e participam de campanhas publicitárias, pregando o espírito esportivo e condenando atitudes violentas fora do ringue. Ademais, a violência está presente em nossa sociedade em diversos outros meios, como videogames; filmes; no preconceito em variadas formas, como repressão a homossexuais; em nosso dia-a-dia, com a insegurança gerada por ladrões ou pela repressão da polícia a manifestantes. Ainda há quem alegue que a modalidade originária do vale-tudo não passa de um show midiático cujo único objetivo é o lucro, mas se esse for o quesito para não considerá-la um esporte, também não podemos assim considerar o futebol. Ambos envolvem muito dinheiro em sua realização e têm atletas explorados em campanhas publicitárias, a exemplo: Anderson Silva e Neymar Jr.


Por ser baseado em regras, disciplina e ser uma atividade competitiva subordinada a uma organização, o MMA é sim um esporte. Todos envolvidos que aceitam participar passam por treinamentos intensos e estão conscientes dos riscos e conseqüências da luta, responsabilizando-se por eles, sendo assim, não é possível considerar a modalidade uma brutalidade.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tolerância: o elo entre religião e esporte

Não é de hoje que religião e esporte têm uma ligação. Na Grécia antiga, antes da criação das Olimpíadas, os gregos já realizavam competições como forma de homenagear deuses, principalmente Zeus. Entretanto, atualmente, a mídia tornou bem mais perceptível essa relação. 

Atletas ajoelham-se para agradecer a vitória; os perdedores crêem que a mão divina assim o fez porque reserva um futuro melhor; antes dos jogos, os vestiários são cenários de rezas coletivas repletas de pedidos para que tudo dê certo, leia-se, para que Deus os favoreça. Essas são apenas algumas das manifestações de religiosidade no esporte, mas eis a pergunta: até quando esse vínculo é saudável e positivo?


A religião pode sim ajudar o esporte a partir do momento em que faz o atleta acreditar que a causa primária de todas as coisas está ao lado deles e, portanto, que eles têm vantagem. Dessa forma, mais confiantes, apresentam um melhor desempenho justificado pela fé. Todavia, existem casos em que os benefícios são questionáveis, por exemplo: um time mulçumano que conta com jogadores evangélicos e católicos, mas obriga os contratados a seguirem as regras da religião, como não comer carne de porco, nem consumir bebida alcoólica. Outro exemplo é o de uma igreja evangélica em Nova Iguaçu (RJ) que oferece aulas gratuitas de Jiu-Jítsu e, como moeda de troca, obriga que os interessados na arte marcial frequentem os cultos.

A justificativa de ambos é levar a disciplina da religião para o esporte, mas tudo que é forçoso, não é feito de bom grado, sendo assim, não tem um resultado positivo. Por trás da boa vontade dos templos religiosos, existe o interesse de prospectar fiéis para aquela convicção, agregando seguidores. Os mulçumanos alegam a criação do time Islam devido ao preconceito existente contra a sua crença, mas exigir que o outro siga a sua fé, também é uma forma de preconceito. 

A religião deve ser escolhida e praticada livremente. Ela é positiva no campo esportivo enquanto forma de incentivo e não como objeto segregador. Com função semelhante, os esportes servem para fomentar a interação social e promover o aprendizado sobre o convívio coletivo, sendo assim, não existe motivo para tanto conflito. Não existe problema na união desses fatores que mexem tanto com o coração humano quando essa relação é harmônica. É preciso que haja respeito à crença alheia, humildade para saber que não existe uma religião certa e outra errada, além de tolerância, atitude essencial para quem vive em sociedade.