Sempre gostei da palavra liberdade, desde pequena, pela sua significância. Talvez, por esse motivo, eu tenha escolhido o jornalismo entre tantas outras carreiras. Nessa profissão, não teria que ficar aprisionada em uma sala digitando dados ou fazendo cálculos; eu poderia andar pelas ruas, livremente, em busca da notícia, descobrir através das palavras de uma fonte o fato e, ainda, ter a liberdade para duvidar e apurar a informação recebida, em busca da certeza. No jornalismo, eu poderia criticar tudo que eu achasse injusto e daria voz às minorias; milhares de pessoas teriam conhecimento de muita coisa que é escondida, ocultada.
Porém, hoje, vários colegas de profissão sentem-se podados pelas linhas editoriais dos veículos em que trabalham ou por terem que escrever matérias pagas. Sendo assim, pergunto-me: onde está a nossa liberdade? Por esse motivo, decidi criar este blog, já que na internet tudo é permitido, podemos falar sem sermos censurados.
Permitirei aqui, a mim mesma, ser livre para transitar entre todos os gêneros textuais, assuntos e mídias, expondo de todas as maneiras assuntos que considero importantes de serem divulgados ou debatidos. Encerro com uma citação de Clarice Lispector, a qual me inspira profundamente: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Letycia Cardoso
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