sábado, 9 de abril de 2016

O surto do desconhecido e temido vírus no Brasil


Recentemente, a epidemia da Zika colocou o Brasil em alerta. A doença, provocada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, tem registros na literatura médica desde os anos 1940. Entretanto, somente no início de 2015 teve uma explosão no país.
            A patologia tem sintomas brandos, quando comparados aos da dengue. São eles: febre baixa, dores e manchas vermelhas pelo corpo. Apesar de pesquisadores constatarem que 80% dos infectados não apresentam indícios de contaminação, a enfermidade causa grande preocupação por causa de suas possíveis consequências, como microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.
            Na Paraíba, o número de casos de microcefalia começou a ser registrado em 2012. Porém, no ano passado houve um surto da doença, o qual foi justificado, por estudiosos, pelo contato das grávidas com o zika vírus. A microcefalia é a redução nos tamanhos da cabeça e do cérebro da criança, o que prejudica o desenvolvimento mental. Mais de 3,8 mil casos de bebês com a deficiência já foram registrados no Brasil, o que levou a Organização das Nações Unidas a se manifestar a favor do aborto. Segundo a ONU, a legalização nesta situação, diminuiria o número de abortos ilegais, preservando a saúde de milhares de mulheres. Apesar do movimento, a lei brasileira não foi alterada.
            A explosão da Zika também foi motivo para os Estados Unidos emitirem um alerta para que as grávidas americanas não viajassem ao nosso país. Ademais, também foi constatada a relação do vírus com a síndrome de Guillain Barré. Doença rara, porém grave, que causa inflação nos nervos e leva à paralisia nos dois lados do corpo.
Há pouco tempo, pesquisadores descobriram que a Zika pode, ainda, ser transmitida através do leite materno, da saliva e do sêmen. O Instituto Butantan se dedica a estudar uma vacina para a enfermidade; todavia, há muito a ser descoberto sobre esse vírus. Visto que o governo brasileiro já se mobiliza em campanhas de conscientização sobre as formas de transmissão e prevenção da Zika, ele deveria investir mais na ciência, para que os estudiosos ganhem know how na área e ajudem a controlar o surto. Além do mais, casais devem se planejar para uma gravidez em um período futuro, quando a doença não mais assombrar o Brasil.


             

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