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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entre outras coisas...

Para julho não passar em branco, aqui vai uma postagem simbólica no meu blog querido. A cobertura da Copa do Mundo na emissora Esporte Interativo foi extremamente enriquecedora para minha formação como jornalista. Trabalhei muito e aprendi muito. Convivi com profissionais incríveis, acompanhei coletivas e tive a oportunidade de conhecer muita gente, incluindo Arsene Wenger.



Adoro a ideia de ter proposto criar um blog totalmente livre de amarras, de regras, de temas, de estilo, de tudo. Portanto, essa é uma postagem-sentimental-como-se-fosse-meu-diário. Já vou logo avisando!

Ouço muita gente falar: ah! como que queria fazer isso... ah! se eu pudesse! Então faz! Não adianta ficar  só imaginando e não se arriscar. A vida recompensa quem tenta, se esforça, insiste e, principalmente, acredita. De nada adianta achar que seus sonhos são impossíveis. Tente! Se não der certo, caia, aguente os arranhões e siga em frente. Tente de novo! Um dia vai dar certo.


Quando a gente faz a nossa parte, recebemos a recompensa. Além disso, quando carregamos coisas boas no peito, o bem volta em nossa direção. Pode prestar atenção: quando você ajuda alguém na rua, faz pequenos favores que não custam nada, só a sua boa vontade, anjos passam pelo seu caminho. E não digo anjos com asas não. Digo pessoas de bom coração que dão aquela MEGA ajuda quando mais estamos precisando, pedindo NADA em troca. Uma mão lava a outra. Favores sem segundas intenções para amigos e conhecidos também têm suas recompensas, cedo ou tarde. Pode acreditar!

Só sei que a vida é boa demais. Claro que temos momentos de angústia, tristeza, incompreensão, mas depois percebemos que tudo teve um motivo. NADA É POR ACASO! As pessoas insistem em dizer que o mundo é mau. Não! Ele não é. Você que não consegue enxergar as qualidades existentes em cada ser humano.

Desabafo feito! Encerro por aqui, agradecendo a Deus tudo que já recebi na minha vida e pedindo desculpas por achar que o caminho que eu queria era o certo, quando tudo já estava planejado e bem planejado.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Liberdade, meta palpável ou utopia?

Entre os brados do Junta Brasil que representavam a ânsia por mudanças no país, um foi a expressão da violência: “o povo não é bobo, abaixo à Rede Globo”. Não por demonstrar a insatisfação com a linha editorial da emissora, mas porque, junto aos gritos rimados, vieram o desrespeito e a intimidação aos jornalistas da empresa, os quais não conseguiram concluir suas matérias, dentre eles:
  • Caco Barcellos

  • Zelda Mello

  • O repórter da TV Integração Luciano Teixeira.

A indignação dos manifestantes é contra a alienação gerada pela Rede Globo de televisão, pela cobertura dos protestos que privilegiam o ponto de vista dos policiais e estereotipam os ativistas como baderneiros. A partir disso, descontaram toda a sua raiva nos que a representavam: as equipes de reportagem. Entretanto, os participantes do movimento que, entre tantas causas, lutavam também pela liberdade de expressão agiram na contramão de suas ideias. Ao impedirem que os jornalistas executassem seu trabalho, censuraram-nos e cessaram a liberdade desses de construir uma reportagem da forma que bem entendessem.

Além disso, os manifestantes não se colocaram no lugar dos profissionais, não questionando se, em tal posição, não gostariam de trabalhar em uma grande organização e atingir um cargo que é, no censo comum, sinônimo de êxito profissional. Também estereotiparam os jornalistas como seres inconscientes, que cumprem cegamente o que lhes é ordenado, não analisando a trajetória e o perfil deles. Caco Barcellos, por exemplo, dedicou oito anos de sua vida em pesquisas que resultaram no livro “Rota 66 – a história da polícia que mata”, o qual lhe rendeu ameaças por criticar a ação de policiais nas favelas.


O jornalista do programa Profissão Repórter ainda coleciona dois prêmios Vladimir Herzog, sendo um justificado pela reportagem sobre o atentado militar no Riocentro, durante comemorações do Dia do Trabalhador. Ademais, em 2008, foi consagrado como um dos cinco jornalistas de destaque na defesa dos Direitos Humanos no Brasil, pelo Prêmio Especial das Nações Unidas. Será mesmo que Caco Barcellos iria produzir uma reportagem parcial, ignorando a violência da Polícia Militar e o depoimento dos pacíficos?

Para exigir a mudança no outro é preciso, antes, mudar a si mesmo. Não adianta criticar quem rompe sua liberdade se você faz o mesmo com os outros, se não dá o exemplo. Antes de gritar por aí suas ideologias, pratique-as!