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domingo, 23 de novembro de 2014

Cara, eu preciso te contar

que não penso mais em você todos os dias. Não sei quando o amor que eu sentia acabou. Aliás, nem sei se acabou, mas sei que não vale investir em uma coisa que não vai ter futuro... e, se tivesse, não ia ser o que eu sonhei pra mim.

O que acontece é que a cada vez que você me ignorava ou que preferia qualquer outro compromisso à minha companhia, um pedacinho da minha esperança morria. Foram mais de anos que esperei que tudo seria diferente... não sei por qual motivo.

O fato é que hoje não me iludo mais. Sei que você sempre só vai olhar para o seu umbigo e priorizar as suas vontades. E não, não venha me falar que esse é seu jeito de amar, nem tentar me fazer sentir culpada, alegando que a culpa é minha. Já caí nessa história mais de um milhão de vezes e hoje sei que sou dona de minhas vontades, diretora do meu destino. 

Por isso, escolho te deixar partir, escolho não me importar com uma pessoa que não quer ser cuidada. Escolho ser feliz e deixar pra trás tudo o que me feriu e me fez desacreditar no amor.

Pra te dizer a verdade, só queria abrir seus olhos, porque todas as pessoas que um dia já gostaram de você, hoje estão longe. Em seus novos amigos, você não pode confiar e, quando está com os antigos, não tira a máscara. Presta atenção no que você está plantando, pra não se arrepender lá na frente. Conselho de alguém que, apesar de tudo, te quer bem.

Se cuida, rapaz... porque eu não estarei mais ao seu lado para fazer isso.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entre outras coisas...

Para julho não passar em branco, aqui vai uma postagem simbólica no meu blog querido. A cobertura da Copa do Mundo na emissora Esporte Interativo foi extremamente enriquecedora para minha formação como jornalista. Trabalhei muito e aprendi muito. Convivi com profissionais incríveis, acompanhei coletivas e tive a oportunidade de conhecer muita gente, incluindo Arsene Wenger.



Adoro a ideia de ter proposto criar um blog totalmente livre de amarras, de regras, de temas, de estilo, de tudo. Portanto, essa é uma postagem-sentimental-como-se-fosse-meu-diário. Já vou logo avisando!

Ouço muita gente falar: ah! como que queria fazer isso... ah! se eu pudesse! Então faz! Não adianta ficar  só imaginando e não se arriscar. A vida recompensa quem tenta, se esforça, insiste e, principalmente, acredita. De nada adianta achar que seus sonhos são impossíveis. Tente! Se não der certo, caia, aguente os arranhões e siga em frente. Tente de novo! Um dia vai dar certo.


Quando a gente faz a nossa parte, recebemos a recompensa. Além disso, quando carregamos coisas boas no peito, o bem volta em nossa direção. Pode prestar atenção: quando você ajuda alguém na rua, faz pequenos favores que não custam nada, só a sua boa vontade, anjos passam pelo seu caminho. E não digo anjos com asas não. Digo pessoas de bom coração que dão aquela MEGA ajuda quando mais estamos precisando, pedindo NADA em troca. Uma mão lava a outra. Favores sem segundas intenções para amigos e conhecidos também têm suas recompensas, cedo ou tarde. Pode acreditar!

Só sei que a vida é boa demais. Claro que temos momentos de angústia, tristeza, incompreensão, mas depois percebemos que tudo teve um motivo. NADA É POR ACASO! As pessoas insistem em dizer que o mundo é mau. Não! Ele não é. Você que não consegue enxergar as qualidades existentes em cada ser humano.

Desabafo feito! Encerro por aqui, agradecendo a Deus tudo que já recebi na minha vida e pedindo desculpas por achar que o caminho que eu queria era o certo, quando tudo já estava planejado e bem planejado.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Quem é o jornalista?

O jornalista é alguém que tem o dom de contar histórias. Ele deve transmitir a uma terceira pessoa, que não presenciou o fato, o que aconteceu, da maneira mais fiel possível. Além disso, é preciso prestar atenção nos fatores que precederam o acontecimento e nas suas possíveis conseqüências. 
O jornalista deve ser um detalhista, se não o é, não serve para ser jornalista. 
 Deve observar as entrelinhas, o contexto da notícia.


Um jornalista pode até contar uma boa história como a de uma partida de futebol, falar da história dos times envolvidos, da carreira dos jogadores e até especular sobre uma possível escalação na próxima partida, mas um excelente jornalista é aquele que mostra o mundo para seu leitor/espectador. É quem relata, nessa mesma partida de futebol, não apenas o jogo e seus pontos auge, mas também o caos no trânsito para chegar ao estádio, como o turismo na cidade do jogo cresceu, as promessas malucas de torcedores fanáticos, a história do trabalhador brasileiro que está desde cedo ao redor do estádio vendendo bandeiras e camisas e a do moço que chegou ao local do jogo às cinco horas da manhã para fazer as marcações do campo, mas que ainda tem outras funções e, por isso, só sai de lá meia noite, sem conseguir assistir ao jogo.

Há quem compare jornalistas a super-heróis porque têm por objetivo combater tudo que encontram de errado na sociedade. Porém, se essa é a premissa, podemos concluir que todo cidadão é jornalista, já que deseja o melhor para a comunidade em que vive. Aliás, o jornalista nada mais é que um cidadão. 


O jornalismo é uma carreira, uma escolha de vida, cuja ética é a mesma de qualquer outra profissão: do gari, do professor, do político e do policial. Isso porque a ética não é uma coisa que se aprende na faculdade de jornalismo, nem tão pouco nas redações. É algo que vem da vida. É formada quando a mãe fala para a criança devolver o brinquedo do amiguinho, porque não é dele; quando a avó ensina a não furar a fila do banheiro, mesmo que apertado; ou ainda quando o pai ensina a falar a verdade e a entregar o troco que a moça da cantina deu a mais. Quando um político desvia verba ou quando um policial escapa de uma blitz, é bem possível que tenha faltado aquele puxãozinho de orelha necessário na infância.


O jornalista é um adulto que mantém viva a criança que foi, que não se satisfaz com um NÃO, porque não, não é resposta. E assim, faz mil perguntas para descobrir o que deseja. Quando não descobre, busca fontes não-oficiais, documentos, vídeos, “vasculha” tudo em busca de uma verdade. O jornalista não pode ficar em uma sala com ar condicionado procurando pauta em outros veículos. Ele é quem anda nas ruas, mesmo com sol, gastando sola de sapato, encontrando gente, personagens, a alma de sua notícia. Por isso, é necessária a liberdade!


Jornalista é quem sabe que não é mais importante que ninguém, é quem busca encontrar a verdade mesmo com muitos empecilhos, é quem tem como características a determinação e a curiosidade. Acima de tudo, é quem realmente ama o que faz.

domingo, 14 de julho de 2013

A verdade por trás da rotina

Atualmente, se você perguntar a uma pessoa como andam as coisas, é bem provável que uma dessas expressões apareça na resposta: cansativas, corridas, agitadas. As pessoas estão sobrecarregadas em suas rotinas, o que faz com que não percebam pequenos detalhes da vida. A configuração padrão da sociedade é pensar os acontecimentos a partir de sua individualidade, ou seja, a partir de suas experiências e, dessa forma, cada um acaba encaixando-se na posição central, desejando que tudo seja subordinado a suas vontades.

Seguindo tal raciocínio, aborrecem-se facilmente por qualquer item que escape ao seu controle e não siga seus planos, como: engarrafamentos, filas de supermercado e pessoas que têm pressa. Entretanto, se pararem para pensar de outra forma, se imaginarem as histórias por trás de cada ser humano que cruza seu caminho, poderão compreender o mundo através de outros significados, enxergando, talvez, o dia-a-dia de forma mais agradável.

Aprender a pensar é algo extremamente relativo, já que o interpretante varia de acordo com a trajetória e a cultura de cada pessoa, porém aprender a pensar pode ser extraordinariamente útil caso entenda-se que essa faculdade humana é saber valorar o que é verdadeiramente essencial e relevante à vida de cada um.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Prostituição Musical

 Esse é o primeiro post de um convidado: Gabriel Rocha. Gabriel é aluno de comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na Assessoria da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser guitarrista da banda Skalhambecks.


A vida do músico hoje, no Brasil, é difícil. Além de enfrentar as dificuldades rotineiras da profissão, como o alto custo de equipamentos de qualidade, gastos com manutenção, aulas e workshops, os artistas têm no mercado o principal castigo. Não há espaço apropriado para que o músico demonstre seu trabalho, apoio financeiro, e, principalmente, liberdade de estilos musicais.

Os espaços destinados a shows e apresentações estão presentes em pouca quantidade no país e mesmo os que ainda se mantém abertos, às vezes, apresentam precariedade no equipamento de som, acústica desfavorável, ausência de estrutura de palco e de mão de obra qualificada na operação do áudio.

O trabalho do músico é visto pela maioria da população como algo indiferente para a sociedade: não passa de entretenimento. No entanto, várias pessoas não dispensam seus mp3s, mp4s, celulares, aparelhos de som, DVDs musicais e o som no carro. É “apenas” um entretenimento, mas muitos não abrem mão dele em seu dia-a-dia e em momentos de confraternização, seja em casa ou em casas noturnas.

Chega a ser lamentável assistir a profissionais da música que são contratados por churrascarias e restaurantes: exercem sua profissão sem receber valor, tocam para ninguém. É como se bastassem caixas de som espalhadas pelo ambiente e um notebook ligado a elas. O valor da arte e da presença do profissional são simplesmente ignorados.
Foto da internet: Cantores em churrascaria

A ingratidão do mercado é outra barreira enfrentada pelos profissionais, os quais precisam se adequar ao estilo do momento. O Brasil já viveu a época da bossa nova, da mpb, do rock, do “emo”, e agora passa por uma época que mescla funk, pagode e predomina o “sertanejo universitário”. Se um artista ou uma banda tem um som diferente a ser mostrado, não consegue ser ouvido. Só tocam nas rádios e são contratados grupos que se enquadrem no estilo musical preferido pela maioria. O retorno financeiro é o principal alvo de empresários do ramo. As próprias gravadoras também acabam vitimando os artistas do país.

A valorização do músico não pode mais esperar! A permanência no mercado não pode justificar a prostituição, a população precisa se atentar e apoiar profissionais de que tanto precisam em seu cotidiano.