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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Quem é o jornalista?

O jornalista é alguém que tem o dom de contar histórias. Ele deve transmitir a uma terceira pessoa, que não presenciou o fato, o que aconteceu, da maneira mais fiel possível. Além disso, é preciso prestar atenção nos fatores que precederam o acontecimento e nas suas possíveis conseqüências. 
O jornalista deve ser um detalhista, se não o é, não serve para ser jornalista. 
 Deve observar as entrelinhas, o contexto da notícia.


Um jornalista pode até contar uma boa história como a de uma partida de futebol, falar da história dos times envolvidos, da carreira dos jogadores e até especular sobre uma possível escalação na próxima partida, mas um excelente jornalista é aquele que mostra o mundo para seu leitor/espectador. É quem relata, nessa mesma partida de futebol, não apenas o jogo e seus pontos auge, mas também o caos no trânsito para chegar ao estádio, como o turismo na cidade do jogo cresceu, as promessas malucas de torcedores fanáticos, a história do trabalhador brasileiro que está desde cedo ao redor do estádio vendendo bandeiras e camisas e a do moço que chegou ao local do jogo às cinco horas da manhã para fazer as marcações do campo, mas que ainda tem outras funções e, por isso, só sai de lá meia noite, sem conseguir assistir ao jogo.

Há quem compare jornalistas a super-heróis porque têm por objetivo combater tudo que encontram de errado na sociedade. Porém, se essa é a premissa, podemos concluir que todo cidadão é jornalista, já que deseja o melhor para a comunidade em que vive. Aliás, o jornalista nada mais é que um cidadão. 


O jornalismo é uma carreira, uma escolha de vida, cuja ética é a mesma de qualquer outra profissão: do gari, do professor, do político e do policial. Isso porque a ética não é uma coisa que se aprende na faculdade de jornalismo, nem tão pouco nas redações. É algo que vem da vida. É formada quando a mãe fala para a criança devolver o brinquedo do amiguinho, porque não é dele; quando a avó ensina a não furar a fila do banheiro, mesmo que apertado; ou ainda quando o pai ensina a falar a verdade e a entregar o troco que a moça da cantina deu a mais. Quando um político desvia verba ou quando um policial escapa de uma blitz, é bem possível que tenha faltado aquele puxãozinho de orelha necessário na infância.


O jornalista é um adulto que mantém viva a criança que foi, que não se satisfaz com um NÃO, porque não, não é resposta. E assim, faz mil perguntas para descobrir o que deseja. Quando não descobre, busca fontes não-oficiais, documentos, vídeos, “vasculha” tudo em busca de uma verdade. O jornalista não pode ficar em uma sala com ar condicionado procurando pauta em outros veículos. Ele é quem anda nas ruas, mesmo com sol, gastando sola de sapato, encontrando gente, personagens, a alma de sua notícia. Por isso, é necessária a liberdade!


Jornalista é quem sabe que não é mais importante que ninguém, é quem busca encontrar a verdade mesmo com muitos empecilhos, é quem tem como características a determinação e a curiosidade. Acima de tudo, é quem realmente ama o que faz.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Prostituição Musical

 Esse é o primeiro post de um convidado: Gabriel Rocha. Gabriel é aluno de comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na Assessoria da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser guitarrista da banda Skalhambecks.


A vida do músico hoje, no Brasil, é difícil. Além de enfrentar as dificuldades rotineiras da profissão, como o alto custo de equipamentos de qualidade, gastos com manutenção, aulas e workshops, os artistas têm no mercado o principal castigo. Não há espaço apropriado para que o músico demonstre seu trabalho, apoio financeiro, e, principalmente, liberdade de estilos musicais.

Os espaços destinados a shows e apresentações estão presentes em pouca quantidade no país e mesmo os que ainda se mantém abertos, às vezes, apresentam precariedade no equipamento de som, acústica desfavorável, ausência de estrutura de palco e de mão de obra qualificada na operação do áudio.

O trabalho do músico é visto pela maioria da população como algo indiferente para a sociedade: não passa de entretenimento. No entanto, várias pessoas não dispensam seus mp3s, mp4s, celulares, aparelhos de som, DVDs musicais e o som no carro. É “apenas” um entretenimento, mas muitos não abrem mão dele em seu dia-a-dia e em momentos de confraternização, seja em casa ou em casas noturnas.

Chega a ser lamentável assistir a profissionais da música que são contratados por churrascarias e restaurantes: exercem sua profissão sem receber valor, tocam para ninguém. É como se bastassem caixas de som espalhadas pelo ambiente e um notebook ligado a elas. O valor da arte e da presença do profissional são simplesmente ignorados.
Foto da internet: Cantores em churrascaria

A ingratidão do mercado é outra barreira enfrentada pelos profissionais, os quais precisam se adequar ao estilo do momento. O Brasil já viveu a época da bossa nova, da mpb, do rock, do “emo”, e agora passa por uma época que mescla funk, pagode e predomina o “sertanejo universitário”. Se um artista ou uma banda tem um som diferente a ser mostrado, não consegue ser ouvido. Só tocam nas rádios e são contratados grupos que se enquadrem no estilo musical preferido pela maioria. O retorno financeiro é o principal alvo de empresários do ramo. As próprias gravadoras também acabam vitimando os artistas do país.

A valorização do músico não pode mais esperar! A permanência no mercado não pode justificar a prostituição, a população precisa se atentar e apoiar profissionais de que tanto precisam em seu cotidiano.

domingo, 26 de maio de 2013

Profissão: Dinheiro X Felicidade ou Felicidade + Dinheiro?

Não consegui classificar o post de hoje em nenhum gênero de matéria jornalística. Esse post é mais uma conversa com quem está pensando sobre qual profissão escolher ou quem está vivendo um drama a respeito de sua vida profissional.

Já vi muitas pessoas se questionando se estavam fazendo o curso certo; vestibulandos em dúvida entre um curso que lhes proporcionaria sucesso financeiro e outro que realmente gostariam de fazer; ou pessoas pensando se estavam no rumo certo para alcançar o seu objetivo. É bem verdade que pelo menos um desses questionamentos já rondou nossas mentes.


Mas o que é ser bem-sucedido? É alcançar seus sonhos ou ter muito dinheiro? Acredito que felicidade está diretamente relacionada ao sucesso. Se você faz o que você ama, você terá êxito. Imagina viver a vida inteira podre de rico, mas infeliz? Não, isso minha mente não consegue conceber e realmente espero que a sua também não.

Você já ouviu os conceitos Workaholics ou Worklovers? São pessoas viciadas em trabalho, ou melhor dizendo, pessoas que amam tanto o que fazem que não separam sua vida profissional e pessoal, porque elas se completam. Por gostarem do que fazem, são os melhores em suas áreas e, portanto, bem-sucedidos. 

É fácil reconhecê-los por aí: jornalistas que usam suas redes sociais para publicarem as últimas notícias, futuros arquitetos que postam com freqüência imagens de prédios, casas e outras construções; e pessoalmente, são aqueles cujos olhos brilham ao explicar o que fazem em seus trabalhos.


Se você está escolhendo uma profissão para a sua vida, escolha algo que lhe dê prazer, algo que lhe dê ânimo ao levantar na segunda-feira e que você tenha certeza que foi feito para isso. Não pense em dinheiro, isso é conseqüência do seu esforço! 

Se você está em dúvida se está no caminho certo, questione-se: eu sou feliz com que eu faço? Se a resposta for não, mude! Arrisque, independente das críticas e opiniões alheias! Nunca é tarde e você tem um mundo a conquistar, então não perca nem mais um segundo do seu tempo em algo que não traz alegria. Nada acontece se você não tomar uma atitude, então estabeleça metas e trace estratégias para alcançá-las!