Esse é o primeiro post de um convidado: Gabriel Rocha. Gabriel é aluno de comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na Assessoria da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser guitarrista da banda Skalhambecks.
A vida do músico hoje, no Brasil, é difícil. Além de enfrentar as dificuldades rotineiras da profissão, como o alto custo de equipamentos de qualidade, gastos com manutenção, aulas e workshops, os artistas têm no mercado o principal castigo. Não há espaço apropriado para que o músico demonstre seu trabalho, apoio financeiro, e, principalmente, liberdade de estilos musicais.
Os espaços destinados a shows e apresentações estão presentes em pouca quantidade no país e mesmo os que ainda se mantém abertos, às vezes, apresentam precariedade no equipamento de som, acústica desfavorável, ausência de estrutura de palco e de mão de obra qualificada na operação do áudio.
O trabalho do músico é visto pela maioria da população como algo indiferente para a sociedade: não passa de entretenimento. No entanto, várias pessoas não dispensam seus mp3s, mp4s, celulares, aparelhos de som, DVDs musicais e o som no carro. É “apenas” um entretenimento, mas muitos não abrem mão dele em seu dia-a-dia e em momentos de confraternização, seja em casa ou em casas noturnas.
Chega a ser lamentável assistir a profissionais da música que são contratados por churrascarias e restaurantes: exercem sua profissão sem receber valor, tocam para ninguém. É como se bastassem caixas de som espalhadas pelo ambiente e um notebook ligado a elas. O valor da arte e da presença do profissional são simplesmente ignorados.
A ingratidão do mercado é outra barreira enfrentada pelos profissionais, os quais precisam se adequar ao estilo do momento. O Brasil já viveu a época da bossa nova, da mpb, do rock, do “emo”, e agora passa por uma época que mescla funk, pagode e predomina o “sertanejo universitário”. Se um artista ou uma banda tem um som diferente a ser mostrado, não consegue ser ouvido. Só tocam nas rádios e são contratados grupos que se enquadrem no estilo musical preferido pela maioria. O retorno financeiro é o principal alvo de empresários do ramo. As próprias gravadoras também acabam vitimando os artistas do país.
A valorização do músico não pode mais esperar! A permanência no mercado não pode justificar a prostituição, a população precisa se atentar e apoiar profissionais de que tanto precisam em seu cotidiano.
Os espaços destinados a shows e apresentações estão presentes em pouca quantidade no país e mesmo os que ainda se mantém abertos, às vezes, apresentam precariedade no equipamento de som, acústica desfavorável, ausência de estrutura de palco e de mão de obra qualificada na operação do áudio.
O trabalho do músico é visto pela maioria da população como algo indiferente para a sociedade: não passa de entretenimento. No entanto, várias pessoas não dispensam seus mp3s, mp4s, celulares, aparelhos de som, DVDs musicais e o som no carro. É “apenas” um entretenimento, mas muitos não abrem mão dele em seu dia-a-dia e em momentos de confraternização, seja em casa ou em casas noturnas.
Chega a ser lamentável assistir a profissionais da música que são contratados por churrascarias e restaurantes: exercem sua profissão sem receber valor, tocam para ninguém. É como se bastassem caixas de som espalhadas pelo ambiente e um notebook ligado a elas. O valor da arte e da presença do profissional são simplesmente ignorados.
![]() |
| Foto da internet: Cantores em churrascaria |
A valorização do músico não pode mais esperar! A permanência no mercado não pode justificar a prostituição, a população precisa se atentar e apoiar profissionais de que tanto precisam em seu cotidiano.


Muito legal, adorei o texto e concordo plenamente com você, Gabriel! O músico tem muitos desafios, principalmente no início de carreira.. eu tenho um tio muito talentoso e que toca há anos, talvez por ser do interior ele nunca conseguiu alavancar a carreira. Tantas outras pessoas assim devem existir nesse país... o mercado musical hoje é muito lucrativo, as gravadores estão mais interessadas na quantidade de música do que na qualidade delas, e é por isso que temos que ouvir tanto lixo musical, poluição musical ou prostituição musical! Mas eu sei que existe muita música boa e muito artista talentoso por aí, pena que poucos conseguem o sucesso merecido.
ResponderExcluir