Acabou. Vamos pelo menos uma vez nessa história ser explícitos. Nunca quisemos rotular para não estragar o que rolava, já que ninguém entenderia. A gente não entendia.
Era bom estar com você. Era uma companhia, era confiança, era sorriso. Era ansiedade, coragem e um foda-se pro que estavam falando. Era carinho, eram compromissos desmarcados, era aventura. Era um friozinho na barriga, era paixão e eu achei que era amor.
Mas, de repente, não era mais e você não avisou. Foi desaparecendo, aos poucos, como uma miragem no deserto. Não era mais esforço, não era mais felicidade, não era mais amizade. Era ausência, agonia, angústia. Era uma falsa-expectativa, uma ilusão.
Lutei para não ver o que era nítido. Avisei que estava mudando. Você fez que tudo era igual. Mas acho bom agora deixarmos tudo em pratos limpos. Já não justifico seus erros para os outros. Já não defendo você com todas as minhas forças. Hoje, seus defeitos incomodam, o amor de casais que se conheceram há pouco virou carência e o dos que estão há muito, comodidade. Só acredito em raras exceções. Mas não acredito mais que isso vai acontecer pra mim. Dizem que é o luto e que é normal. Estanho. Aliás, estranha é como me sinto.
Então, de uma vez por todas, vou deixar de tentar mais e mais uma última vez ter sua atenção. Estou seguindo meu caminho. De você, não guardo raiva. Sei que você está na lista negra de muita gente. Só me dói que com toda essa “coisa”, como você gostava de chamar, também desapareça a nossa história de anos. Anos antes disso tudo.
Adeus, de vez.
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