quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Ei! Você não está com fome! É uma pegadinha do seu cérebro

Sabe quando você já comeu bastante, mas ainda sente fome? Então, é tudo psicológico. Vou explicar.
26 problemas que só pessoas que estão constantemente com fome irão entender

O nosso corpo é formado por 70% de água, a qual perdemos na urina e no suor. Porém, nem todo mundo bebe os 2,5 litros que as nutricionistas orientam e, muitas vezes, a falta de hidratação é interpretada pelo corpo como fome.

Mas aí você para e pensa: mas eu não sinto sede, então não estou desidratado. Engano seu! Segundo a nutricionista Lidiane Santana, quanto menos água a pessoa bebe, menos sede ela sente porque o organismo se acostuma. 

Para quem, assim como eu, tem que se forçar a beber líquido, aqui vão algumas dicas.
  1. Beber dois copos de água antes do café e mais um copo de água uma hora antes de cada refeição;

  2. Deixar sempre uma garrafinha por perto, na mesa do trabalho por exemplo;

  3. Se mesmo assim não funcionar, baixe aplicativos de celular que lembrem a hora de se hidratar;

  4. Quer variar? Invista em águas saborizadas (dá pra fazer em casa) e em chás (de hibisco, de cavalinha e oliva);
A água também é liquido condutor de gordura, por isso é importante para o emagrecimento, além de disfarçar a fome.

Então, galera, hora de buscar um copo d' água!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Exercício para o corpo e para a alma

A atividade física na minha vida (acho que já falei isso por aqui) é mais do que um exercício para o corpo. É uma atividade para a mente, um momento só meu de relaxamento. Há quem não pense da mesma maneira. Porém, para que o exercício possa funcionar, também para você, como válvula de escape, é preciso achar algum que você realmente goste.

Durante boa parte da minha vida fiz ballet  e achava que faria para sempre, porque realmente AMAVA. Mas, com a vida corrida e priorizando outras coisas, tive que parar. Posteriormente, encontrei o muay thai. Exercício que consegue exteriorizar toda minha agitação e liberar a minha raiva energia.

Recentemente, resolvi experimentar o yoga. Já tinha ouvido muita gente falar sobre, mas o que realmente me impressionava eram as posturas. Comecei a seguir alguns IGs e fiquei fascinada.


Então, cheguei toda toda na minha primeira aula de yoga, já perguntando para a professora quando eu ia aprender aquelas posturas difíceis. Foi então que ela me explicou que eu estava querendo pegar o bonde andando  um pouquinho mais dessa atividade.

O yoga trabalha o autoconhecimento e a conexão com a natureza ou Divino. Existem várias modalidades, umas que exercitam mais a meditação, como o Bhakti Yoga, e outras que são voltados para o corpo, como Pole Yoga (associado ao Poli Dance) ou o Aerial Yoga (executado em faixas, como as de circo).

De acordo com a professora Eliane Costa, o yoga também melhora a saúde.



Essa atividade ainda trabalha a integração do ser como um todo: sua parte física, energética, emocional, mental e espiritual.




Alguns meses depois, já acho o yoga fundamental na minha vida, porque me acalma profundamente, além de, a cada aula, me lembrar que devemos ser fortes, flexíveis e persistentes na vida. Já que, com equilíbrio, tudo dá certo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A nossa amiga, batata-doce

Quando eu era criança, batata doce me remetia a diversão, isso porque meu pai tinha mania de fazer fogueiras no quintal de casa, em noites de inverno, para assarmos esse legume. Mas, o tempo passou e batata doce, hoje, é sinônimo de dieta. Ela é queridinha pelos marombeiros porque é um carboidrato de baixo índice glicêmico, ou seja, nossa amiga!

Se você não aguenta mais ver a cara desse legume, aqui vai uma receitinha MARA, que aprendi com a minha nutri Lidi.

CROQUETE FIT

Você vai precisar de: 
  • Ovos
  • Patinho moído
  • Batata doce
Só isso? Siiiiim! JUST.

Então vamos lá, mão na massa:


  1. Cozinhe os ovos e separe;
    Espero que você seja melhor em descascar que eu
  2. Cozinhe a batata doce, apenas com água, ta?
  3. Cozinhe a carne. Eu coloco cebola para dourar no óleo de coco, enquanto a carne está descansado no tempero em uma bacia (olha lá! Nada de caldo Knorr). Depois, é só colocar o patinho na panela, esperar minar água e colocar um pouquinho de extrato de tomate. Desligue quando estiver bem sequinha.
  4. Em um prato, amasse a batata doce e acrescente um pouco de carne. Aí é hora de sujar as mãos. Misture bem para formar uma "massa";
  5. Pegue essa mistura e envolva o ovo completamente;
  6. Coloque no forno por alguns minutos;
  7. TCHARAAAAAAAAAAAAAAAAM. Só comer com uma saladinha!
    Tem cara feia, mas é gostoso. E satisfaz!
Viu? Rápido, fácil, saudável e o melhor de tudo: DELICIOSO!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A parte mais difícil

Sempre fui bem relapsa com esse blog e sabia que assim seria no momento da criação. Tanto que propus uma ideologia de liberdade, por causa da periodicidade dos meus posts e da diversidade dos assuntos.

Porém, vou me comprometer a escrever sobre o meu projeto #backto15 toda semana. Vai ser uma espécie de terapia, para que eu consiga andar na minha. Então, o primeiro tema é: 

A PARTE MAIS DIFÍCIL DE UMA DIETA REEDUCAÇÃO ALIMENTAR


  1. Sem dúvidas, a parte mais difícil de TODAS é visitar a casa da sua vó e não voltar com dois quilos a mais. Isso porque todas as avós usam uma lente, com a qual enxergam seus netos esqueléticos. Convencer uma avó que gordura não é saúde é tarefa árdua.
  2. Passar aquele final de semana viajando com as amigas e não encarar aquele cachorro-quente e o macarrão da turma;
  3. Resistir ao bolo de aniversário do mês, na empresa;
  4. Ouvir as #falsianes dizendo: "mas você está ótima! se emagrecer vai sumir!" e não cair em tentação;
  5. Ver pessoas comendo delícias na sua frente e não aceitar nem um pedacinho
Mas, sigamos firmes e fortes, galera!
Até a próxima semana :*

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Meu novo desafio: #backto15

Depois de quase 80 dias (pra ser exata, 78) do fim do meu projeto #80semparar #80semjacar, resolvi propor a mim mesma um novo desafio. Durante esse intervalo, eu mantive os exercícios com uma frequência menor e não deixei de comer coisas saudáveis. Mas... também não abdiquei de coisas que antes estavam proibidas, como chocolate e frituras. Com isso, recuperei uma parte do peso que tinha perdido.

Fiz avaliação física com um profissional e recorri à minha nutri @lidianenutri para estabelecer a nova meta: perder 10kg e voltar ao peso que eu tinha aos 15 anos (como eu estava nesta foto). Será o #backto15.


Claro que hoje eu tenho muito mais músculo que nessa época. Mas, como já falei aqui, mesmo assim sinto muita dificuldade para fazer o ponteiro da balança se movimentar. Por isso, estabeleci como prazo final meu aniversário (agosto de 2016), para ter um emagrecimento saudável, sem fazer loucuras.

Mais uma vez, vou postar meus treinos no insta @letyciamc e, agora, vou mostrar a alimentação também, através do snap letyciamc. Isso tudo para mostrar que é possível atingir um objetivo sem precisar de artifícios, como suplementos.

E aí? Me acompanha nessa ideia?

Letycia Cardoso

domingo, 18 de outubro de 2015

Que tipo de avós seremos nós?

Nós somos a geração workaholic, que quer tudo para ontem, que quer ser feliz agora. Enquanto nossos avós compravam alimentos da feira e faziam comida fresca todos os dias, nós, recorremos a congelados de supermercado e sequer aguentamos esperar o tempo necessário do micro-ondas.

Se doença, naquela época, era curada com ervas medicinais: para estômago, chá de boldo; para feridas, aroeira; hoje, compramos saúde em caixinhas. Nos orgulhamos de fazer mil atividades ao mesmo tempo, de sermos dedicados no trabalho a ponto de almoçarmos às 20h, de obter o sucesso que nossos pais conquistaram aos 50, com apenas 25. Mas o que isso implica no nosso futuro?

Em busca de rápidos resultados físicos, aceleramos o processo com potes cheios de pós de proteínas isoladas. Quando crianças, nossas avós nos mimavam com deliciosas sobremesas caseiras. Como nós, geração fitness, agradaremos nossos descendentes? 

Não se pode negar que muita coisa evoluiu nos últimos 50 anos, mas nossos novos hábitos também nos trouxeram ônus, como muitas doenças psicológicas. Então, será mesmo, que nossos avós estavam errados ao não ter tanta pressa de viver? Talvez não. E, talvez, se não desacelerarmos, nem cheguemos a ser avós.

domingo, 20 de setembro de 2015

10 coisas que você vai descobrir ao se mudar para o Rio de Janeiro

Uma vez ouvi uma entrevista em que o cara dizia que o mundo era divido entre as pessoas que já foram à Disney e as que não foram.. Mas, ouso dizer que é divido nas pessoas que amariam morar no Rio - por causa de todos os encantos da cidade maravilhosa - e nas que têm pavor dessa ideia - por causa do esteriótipo de cidade violenta.

Porém, uma coisa é fato. Quando qualquer pessoa do Brasil muda-se para o Rio de Janeiro, ela faz algumas descobertas:

  1. Cariocas definitivamente não gostam de dias nublados. E isso não é coisa da Adriana Calcanhoto não. Vai tentar ser bem atendido em uma loja em um dia chuvoso. IM - POS- SÍ- VEL!


  2. A mesma distância de 5 Km pode ser percorrida em cinco minutos ou em duas horas. Isso depende da hora do dia que você precisa fazer esse trajeto. Por isso, não marque seus compromissos reservando apenas meia hora para o deslocamento, se você não puder percorrer o caminho à pé;
  3. O trem não é só um meio de transporte. É um comércio móvel, onde você pode comprar desde chocolates ou cerveja à super cola ou fone de ouvido;
  4. Não importa o calor que faça na rua, carregue sempre um casaco. Todos os locais têm ar-condicionado e, se precisa andar de metrô, você vai congelar;
  5. Ainda sobre os meios de transporte, você vai descobrir que seu professor de física estava errado quando dizia que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, se tentar andar de trem ou de metrô no ramal Pavuna às 18h em dias de semana. É tanta gente no vagão, que é possível não se segurar em nada e não cair;
  6. Se você quer pegar um ônibus, não espere que ele pare no ponto de ônibus para você subir. Ele vai parar no meio da rua (se parar) e você que corra até lá antes de o motorista arrancar. Mas, em contrapartida, vai parar para você descer onde você pedir, tipo táxi, sendo ponto de ônibus ou não.
  7. Sempre que conhecer alguém e a pessoa te perguntar "de onde você é", ela não está interessada em saber em qual cidadezinha você nasceu. Ela quer saber em qual bairro você mora! No Rio tudo é tão distante, que você pode ser cortado da lista de "pretendentes" por morar longe. E isso é uma verdade.
  8. Os preços variam muito dependendo do local onde você está. Enquanto você paga R$3,00 na baixada por um salgado com refrigerante, na Zona Sul, uma simples empada pode custar a bagatela de 12 reais;
  9. A cidade é maravilhosa e as pessoas também. A maioria dos cariocas se preocupa muito com a saúde e em estar com o corpo em dia. Tudo por aqui é fitness!
  10. Se você quiser badalar, é só se arrumar e ir. A cidade tem festas de segunda a segunda. 
Como toda cidade, o Rio tem suas particularidades. E você? O que descobriu quando saiu da sua cidade natal?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sobre os #80semparar #80semjacar

Oi gente! Todo mundo que me acompanha nas redes sociais e os amigos mais próximos sabem que inventei o projeto #80semparar #80semjacar. A proposta era fazer 80 dias seguidos de exercícios físicos, sem chutar o balde na alimentação.

Eu sempre tive problemas com a balança e sou uma pessoa que vive em - estado permanente de - dieta. Tudo porque minha mãe, resolveu pedir pro Cara lá de cima, quando ela estava grávida, que eu fosse boa de garfo. E não deu outra! (brinks, mãe!) O fator ansiedade também conta muito para essa luta contínua. Toda vez que estou triste, desconto na comida. Se é pra comemorar, vamos a um prato especial. Enfim... tudo na minha vida era motivo para meter o pé a jaca.
Baby com muitas dobrinhas
Mas a minha formatura estava chegando e a cada foto que eu tirava, me sentia um baiacu. Meu rosto já é redondo por natureza, mas com uns quilinhos a mais, é a própria bola! Então resolvi inventar esse tal projeto, inspirada na minha amiga Talita Scoralick, que ficou um ano sem comprar roupas (isso mesmo, UM ANO!). 

Talita e eu, com o rosto de baiacu
Fui um pouco mais modesta e propus a mim mesma um pouco mais que dois meses. E eis que estou na última semana do desafio. Durante esse tempo, foi muito legal receber mensagens de apoio, pedidos de dicas e ter a companhia de vários queridos durante as atividades. É, minha gente! Amigo não é só pra encher a cara com você na balada, não! É para topar aquela corrida no domingo de manhã, quando sua cama não quer te largar.

Falando nisso, durante esses dias de projeto, não comi apenas salada, não. Como diz minha querida nutri Lidiane Santana: emagrecer é fazer uma reeducação alimentar. Então, comi comida de verdade, de três em três horas, mas também não me privei de um pedacinho de bolo num aniversário, por exemplo. Até porque, ninguém aqui quer virar a louca da dieta, né? O que foi cortado de verdade foi fritura - adeus batata frita - (e hoje me sinto bem melhor por isso), diminuí drasticamente refrigerante (só tomo quando não há outra opção e olhe lá). 

Sobre as bebidas alcoólicas, quando saio escolho uma bebida quente e está de bom tamanho (antes tomava várias doses de tequila, capetão, trifásico e por aí vai). Rodízios também não me pertencem mais. Nem de carne, nem de pizza, nem de japa. E sempre vai ter aquele amigo do peito pra te dar a desculpa que "mas é só hoje". Não caia nessa! Todo dia vai ter um amigo pra te chamar para um programa "só por hoje". Deu vontade? Come um temaki! A gente só não deve exagerar.

Sobre os exercícios, confesso que não foi nenhum sacrifício. Sempre gostei de me mexer, mas a obrigatoriedade de fazer algo todo dia foi o mais pesado. Os músculos ficam cansados e o desânimo vem à tona. Mas, para combater esses sintomas, eu variava meus exercícios, para que um dia trabalhasse alguns músculos e no outro, os demais.
Treino de Muay Thai com mestre Recruta

Foi muay thai, treinamento funcional, dança, stiletto e corrida. E olha que eu nem gostava de correr. Morria nos primeiros cinco minutos. Hoje, já sou capaz de percorrer 10km! Atividades ao ar livre e em grupo ajudam muito quem sempre inventa uma desculpa para "começar amanhã". Hoje, o meu corpo já pede pelo exercício. Preciso gastar energia, até porque sou a agitação em pessoa!

A atividade física não foi boa só para o meu corpo não. O exercício é também um tratamento psicológico. É aquele tempo que você tem só pra você. Para esvaziar a mente ou para analisar tudo que incomoda o coração. Várias vezes que estava tensa, usei o muay thai como válvula de escape. Em outros momentos, corria até minha angústia passar.

O desafio acaba no domingo. Quem quiser conferir o final desta etapa, fica ligado no meu instagram.
Com certeza, mudei um pouquinho meu estilo de vida e vou manter meus exercícios. Ainda falta muito para alcançar o corpo que desejo. Essa mudança só me fez bem e... em time que está ganhando, não se mexe, num é?

Letycia Cardoso

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Psiu, você anda seguro por aí?

Desde que eu me mudei para a “Cidade Maravilhosa”, há um ano e meio, muitas pessoas vieram me recomendar cuidado e elogiar minha coragem em vir, “sozinha e frágil”, para um lugar tão caótico e violento. Cansei de ouvir conselhos como “se alguém pisar no seu pé, peça desculpas” e indignações do tipo “como assim você volta do supermercado à pé às oito horas da noite?”. Sem contar as ordens de “não ande na rua falando ao celular” e “não ande nem com bijuterias”.


É isso mesmo, gente? Eu tenho que mudar meu jeito de viver, de vestir e ser prisioneira em prol da minha segurança, porque se eu agir normalmente algo terrível irá me acontecer? Há quem prefira mesmo se enjaular, já que não consegue colocar atrás das grades todos os bandidos da Terra. É o caso do comerciante baiano que só atende seus clientes através de uma grade, ou de um dono de mercearia que, depois de ter sido assaltado várias vezes, instalou mais de vinte câmeras no seu pequeno estabelecimento, além de gastar 40 mil reais com uma porta-giratória detectora de metais, como aquelas presentes na entrada de agências bancárias.

De certa forma eu entendo quem não acredita como eu me viro por aqui ou quem admira a minha tal “coragem”. No pensamento deles: uma menina, filha única, se mudar sozinha, para morar, a princípio, nos fundos da casa de desconhecidos, tendo que andar por ruas igualmente desconhecidas de uma metrópole é algo um tanto quanto absurdo. Mas não é. É só a gente desfazer o estereótipo que criamos na nossa mente.

A violência existe por aqui sim. Não nego. É preciso sim estar atenta e ter cuidado. Mas, amigos, ela está em toda parte. Você não viu nos noticiários que foram registrados 35 assassinatos em um único final de semana em Manaus? Que o interior de São Paulo está aterrorizado com ações violentas de quadrilhas? Que na Bahia já perderam as contas de quantos caixas eletrônicos foram explodidos só neste primeiro semestre?

É o mesmo caso da imagem que constroem das pessoas, sem nem antes analisar o caráter de cada uma. Eu confio muito mais no cara da favela que me socorreu quando meu carro quebrou, que no policial o qual me diz cantadas nojentas enquanto estou correndo. Ou no trabalhador que pega o trem lotado às 18h na central e enfrenta duas horas de volta para casa, que no PM que me nega ajuda quando vou avisar de um cara suspeito.

O jeito, meu caro, é viver sem medo para não virar refém das próprias preocupações. 
Letycia Cardoso

terça-feira, 23 de junho de 2015

Vale mais que barras de ouro

É engraçado pensar como coisas tão pequenas, às vezes, têm significados tão fortes para nós.  A casa da minha vó, por exemplo. Fica em uma cidade onde não há praticamente nada para fazer, mas é um dos meus lugares favoritos.

Na minha infância, tinha cheiro de saudade. Os finais de semana em que lá passava eram repletos de diversão: encontro com as primas, som do pipoqueiro que vinha na porta da casa e mimos de vó. Hoje, depois de ter me mudado para 'perto' da minha vózinha, a tal casa me desperta sensação de refúgio.

Lá, tenho boas memórias enquanto esqueço as preocupações da vida adulta. Mas, o mais importante: encontro a minha pequena. Aquela que antigamente protegia das broncas maternas, hoje já é frágil e me surpreende com peripécias comparáveis àquelas de uma criança.
Ao me contar histórias da sua vida, de como driblou sua dor e todos os obstáculos, me mostra que determinação é a chave para qualquer conquista. E, quando sou eu a narradora, se diverte com as minhas aventuras, mesmo que fique preocupada, apoiando tudo. Coisas de vó!



Dona Florinda é quem tinha razão sobre o que é tesouro. Alegria é o sentimento que toma conta de mim ao perceber a troca de amor que existe entre eu e essa moça de altura semelhante, separadas apenas por uma geração. Cada risada gostosa por qualquer piada tola ou episódio de novela, me faz aprender que a felicidade está na simplicidade porque relevante mesmo são as pessoas com as quais nos relacionamos. Afinal, quem encontra abismos, mas tem com quem contar, não se desespera. Constrói pontes.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Voa, sem medo

Aceite o fim dos ciclos. Todo sofrimento que nós passamos na vida é gerado pela inconformidade. Pensamos: “se fosse assim, se acontecesse da forma como eu imaginei”, mas nós não temos o poder de controlar todos os capítulos de nossas vidas. Podemos, sim, escolher caminhos, já que temos um livre-arbítrio. Entretanto, a consequência dessas escolhas não nos é facultativa. Além disso, lidamos com a interferência de escolhas alheias, que podem desviar nossa rota do que foi previamente planejado.

Todo fim de etapa assusta e qualquer despedida gera um aperto no peito. É a saudade de todos aqueles momentos bons vividos, que não queremos deixar para trás. Entretanto, não temos a consciência de que nós não apagamos aquelas vivências, como se elas nunca tivessem acontecido. Isso é impossível, elas passam a ser parte de nós. Seja como boas memórias ou como experiências. A partir de então, seguimos em frente mais calejados e com mais bagagem para lidar com novos desafios. Afinal, um pequeno tombo pode gerar muita dor e choro para uma criança, mas para um adulto... não passa de uma intercorrência sem importância.

O novo gera receio, medo. É como entrar em uma caverna escura para desvendar seus mistérios. Você tem duas escolhas: permanecer do lado de fora e ter, para sempre, a dúvida do que existe lá dentro, ou ter coragem, se arriscar a passar por trilhas irregulares e descobrir algo surpreendente, que poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer. 

Para alçar altos voos é preciso não olhar pra baixo. Ter coragem não é ser forte e passar por qualquer situação sem tremer na base. Ter coragem é superar seus receios e ir em frente. Afinal, há 50% de chance de acontecer algo maravilho. Sobre os outros 50%? Ah! Eles não importam.

Letycia Cardoso

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Chora, a nossa Pátria mãe gentil

São tempos difíceis para os sonhadores... e para os realistas também. O Brasil enfrenta um período de crise e, meu amigo, sinto muito em ser sincera, mas a tendência é piorar.

A energia teve alta de 13,02% em abril. Quem paga a conta, se assustou com as bandeirinhas amarela e vermelha. A alimentação também pesou e as idas com frequência ao supermercado ficaram de lado. A solução foi reunir a vizinhança para fazer compras coletivas no atacadão e conseguir algum desconto. Até os centavos economizados utilizando sacolinhas ecológicas estão valendo à pena.

O prato saudável e colorido está cada vez mais longe da realidade do brasileiro. O tomate, por exemplo, ficou mais caro 48,65% entre janeiro e abril. Enquanto, o preço da “junk food” recuou ao longo dos últimos 22 anos, de acordo com uma pesquisa britânica. Pagar as prestações do “Minha casa, minha vida” ... É! Ficou complicado para quem sonhava viver com um mínimo de segurança.

A incerteza do amanhã preocupa os empregados e desespera quem procura uma vaga. As demissões em massa são verdade para empresas que tentam sobrevivem em meio a tantos números negativos. Simultaneamente, quem tem que colocar comida na mesa, mesmo com boa graduação, aceita qualquer cargo disponível.


Com todo esse arrocho, um passeio no shopping para compras descompromissadas virou imprudência. O novo comportamento pode ser positivo por um lado, por ajudar a combater a inflação, mas, em contrapartida, enlouquece as indústrias que não conseguem vender o que produzem. Assim, decidem dar férias coletivas e a história vai virando uma bola de neve.

Incrível pensar que chegamos a esse ponto nem por falta de planejamento orçamentário, mas pela roubalheira que virou a identidade do nosso país. Os escândalos da Petrobrás e tantos outros casos de corrupção foram parar na mídia internacional. Vergonha para quem canta como hino: “o teu futuro espelha essa grandeza”. A pátria amada já não é idolatrada. Vários dos nossos querem fugir para o exterior, sem a ciência que problemas (talvez em níveis menores) também existem por lá.

A esperança de dias melhores poderia existir. Poderia, se policiais federais não dessem carteiradas e se achassem acima do bem e do mal. Poderia, se as pessoas respeitassem os procedimentos e não insistissem em dar um “jeitinho” em tudo. Poderia, se cada um tomasse consciência de que uma gota  d'água faz toda a diferença para quem tem sede.

Letycia Cardoso

Solução pra quem?

A redução da maioridade penal é um tema recorrente em rodas de conversa, mas neste momento não há como ficar em cima do muro. A sociedade divide-se em relação a como punir adolescentes infratores. Tramita na Câmara, uma Proposta de Ementa à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O projeto original é de autoria do ex-deputado federal Benedito Domingos (PP-DF), foi proposto em 1993 e ficou parado por 21 anos. O tema está em discussão em uma comissão especial, composta em sua maioria pela “bancada da bala” - ex-militares e delegados de polícia que defendem o endurecimento de penas e a revogação do Estatuto do Desarmamento; em seguida será votado na Casa e, caso seja aprovado, seguirá para o Senado.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, no início de abril, revelou que 87% dos brasileiros concorda com a PEC da maioridade penal, contrários à mudança são 11% e os demais são indiferentes. A consulta popular realizou 2.834 entrevistas em 171 municípios, nas quais 47% das pessoas tinham entre 16 e 34 anos de idade. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Em 2006, o percentual era de 84% de pessoas a favor. 

A advogada Ana Luíza Benatti faz parte da minoria e explica seu ponto de vista. “É uma questão de reorganização político-social. Não é com formas opressivas de punição, que joguem menores em um meio não eficaz à correção que o problema será resolvido.”. Ainda para Ana Luíza, o governo deveria investir em educação, na melhoria da qualidade de vida para obter a redução dos índices de crimes em geral. Já Ana Paula Souza, esposa de um Comandante do Exército, acredita que “se o adolescente com 16 anos, já tem condições de votar, podendo assim definir o futuro de um país, esse mesmo adolescente também pode responder criminalmente pelos seus atos”.

O educador social e ex-diretor do Departamento Geral de Ações da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro (Degase), Sidney Teles, contrapõe esse argumento, questionando por qual motivo o adolescente seria responsável pelos seus atos a partir dos 16 anos e, nessa mesma idade, não teria acesso a outros direitos como casar e dirigir, por exemplo. Além disso, Teles lembra que o voto aos 16 anos é facultativo, enquanto a redução da maioridade penal tornaria obrigatória a punição: “Eles vão transferir um problema da sociedade para o sistema prisional, que já está superlotado. E eles não vão construir novas unidades.”

Ainda segundo Teles, uma unidade socioeducativa não tem a estrutura necessária para transformar o futuro dos jovens lá inseridos. Em geral, a correção é feita pela repressão e não pelo ensinamento. Segundo o ex-diretor, atualmente, os funcionários do Degase usam uniformes, como militares: “Isso não vai trazer nenhum resultado positivo. É o período em que o adolescente deveria ter acesso a tudo que não teve, como cultura e educação, para que, quando adulto, possa fazer as próprias escolhas.”.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos, referentes ao Levantamento Anual da Coordenação-Geral do SINASE (SNPDCA/SDH/PR 2012), o crime mais cometido por jovens infratores é roubo (40,01%), seguido de tráfico (23,46%) e homicídio (8,81%). Ainda de acordo com dados de 2011, disponibilizados pelo Ministério da Justiça, menos de 1% dos crimes é cometido por menores.

É com base nesses números que estudantes do Rio de Janeiro e de Brasília foram às ruas expor sua não concordância com a redução da maioridade penal. As marchas nas capitais uniram jovens que consideram a mudança na legislação um atraso para a sociedade brasileira.

Nos Estados Unidos, a maioridade penal varia nos 50 estados, porque o país permite que cada um deles estabeleça sua própria legislação. Atualmente, apenas Nova York e Carolina do Norte consideram a idade de 16 anos e outros 11 estados adotam 17 anos como idade para um adolescente ser responsável pelos seus atos.

Os critérios para a transferência de um caso da Vara de Infância para uma Corte comum variam, mas têm em geral a mesma vertente: a gravidade do crime praticado, como assassinato, estupro e assalto. Segundo essa base para a decisão da condenação, o Canadá adota maioridade penal entre 12 e 14 anos; enquanto na Austrália, a idade é fixada em 10 anos. Na pesquisa do Datafolha, 75% dos entrevistados apontaram que homicídio seria uma causa para levar à cadeia comum o menor de idade. O segundo crime mencionado foi estupro, com 41%.

O Ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, se posicionou contra a redução em uma coletiva de imprensa em maio: “Não há nenhum dado concreto que mostre que a redução da maioridade penal resolve o problema de violência. Por outro lado, sabemos que nos Estados Unidos, onde houve endurecimento da pena o problema não foi resolvido.”

As Nações Unidas no Brasil também declararam a não concordância com a mudança na maioridade penal. Através de nota, afirmaram a preocupação em as infrações cometidas por adolescentes e jovens serem tratadas exclusivamente como uma questão de segurança pública. Para a ONU, esses crimes são um indicador de restrição de acesso a direitos fundamentais, a cidadania e a justiça, e, se a PEC 171/1993 for aprovada, o país poderá ter “graves consequências no presente e futuro”.

Os argumentos contra e a favor do tema são muitos para decidir o futuro dos quase 20 mil adolescentes que cumprem pena em regime fechado no Brasil.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Seja interessante...

Hoje em dia, tem muita gente que acha que ser interessante é ter um corpo bacana, uma barriga negativa e o bronzeado em dia. Não é de assustar que os parâmetros sejam esses numa época de culto ao corpo e desprezo às capacidades mentais.

Mas de que adianta ser um deus grego ou uma musa fitness, se não tiver uma boa conversa? Não é possível estabelecer um diálogo com quem só sabe falar de "como a pelada foi cansativa", da quantidade de quilos que levanta no supino, ou com quem diz "po, vou parar de beber", só pra contar que aprontou todas na night do dia anterior. Perdoem-me, mas não tenho paciência.


Para ser interessante é preciso bem mais que isso. É necessário não estar alienado aos assuntos que envolvem whey protein, mas saber o que acontece no mundo. É preciso saber ouvir e ser um bom interlocutor. Também é fundamental ter um sonho, um objetivo de vida e metas traçadas para alcançá-lo. 

Uma pessoa que vai estar no mesmo lugar onde está hoje daqui a 10 anos é entediante. Uma pessoa que tem sonhos absurdos e não faz nada para torná-los realidade é boba, utópica. É preciso agir! É preciso fazer.

Admiro pessoas corajosas, que dão a cara a tapa, que correm o risco de fracassar, mas que tentam. Admiro meus amigos que passaram perrengues em prol de um objetivo e hoje desfrutam dos louros do sucesso. Admiro minhas amigas que saem da zona do conforto porque sabem que podem mais, porque querem mais. Admiro quem não se conforma, quem faz acontecer. 

Por isso tudo, me orgulho de responder ao cara da academia que diz que nunca vou virar uma panicat, ao me ver fazendo agachamento com míseros 20kg :"Realmente, mas elas não lavam roupa, cozinham, arrumam casa, estudam, trabalham e ainda correm atrás de sonhos grandiosos!"