É engraçado pensar como coisas tão pequenas, às vezes, têm significados tão fortes para nós. A casa da minha vó, por exemplo. Fica em uma cidade onde não há praticamente nada para fazer, mas é um dos meus lugares favoritos.
Na minha infância, tinha cheiro de saudade. Os finais de semana em que lá passava eram repletos de diversão: encontro com as primas, som do pipoqueiro que vinha na porta da casa e mimos de vó. Hoje, depois de ter me mudado para 'perto' da minha vózinha, a tal casa me desperta sensação de refúgio.
Lá, tenho boas memórias enquanto esqueço as preocupações da vida adulta. Mas, o mais importante: encontro a minha pequena. Aquela que antigamente protegia das broncas maternas, hoje já é frágil e me surpreende com peripécias comparáveis àquelas de uma criança.
Ao me contar histórias da sua vida, de como driblou sua dor e todos os obstáculos, me mostra que determinação é a chave para qualquer conquista. E, quando sou eu a narradora, se diverte com as minhas aventuras, mesmo que fique preocupada, apoiando tudo. Coisas de vó!
Dona Florinda é quem tinha razão sobre o que é tesouro. Alegria é o sentimento que toma conta de mim ao perceber a troca de amor que existe entre eu e essa moça de altura semelhante, separadas apenas por uma geração. Cada risada gostosa por qualquer piada tola ou episódio de novela, me faz aprender que a felicidade está na simplicidade porque relevante mesmo são as pessoas com as quais nos relacionamos. Afinal, quem encontra abismos, mas tem com quem contar, não se desespera. Constrói pontes.
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