quinta-feira, 25 de julho de 2013

É a sua hora de brilhar!

Pensando nos últimos filmes a que assisti, notei enredos semelhantes, sobre os quais vale a pena uma reflexão. Em Universidade Monstros, Mike Wazowski sonha ser um monstro assustador, mas por sua forma física, sofre preconceito e é vítima de brincadeiras maldosas feitas pelos outros estudantes da faculdade.


O mesmo acontece com Charlie, em “As Vantagens de Ser Invisível”. O jovem é excluído dos grupinhos do colégio, até mesmo pela irmã, e sofre bullying físico e moral na própria escola.


O auge de ambos os filmes é quando os protagonistas encontram amigos de verdade, os quais os aceitam como são, sem exigirem que se adéquem a modelos pré-determinados.


Mike, por não ter sido aceito em nenhum grupo para participar das Olimpíadas do Susto, une-se a outros alunos considerados “esquisitos”. O grupo é alvo de caçoada, já que os rivais acreditam que não tinham capacidade para vencer a competição, o que faz com que alguns integrantes sintam-se desmotivados. Mike mostra para os novos amigos que “cada um de nós é especial, com suas diferenças” e, com isso, o grupo surpreende os concorrentes, passando por várias etapas sem ser eliminado.


Já em “As Vantagens de Ser Invisível”, Charlie encontra Patrick e Sam, seus veteranos, que propõem: “Vamos ser loucos juntos!”, o que muda completamente o seu mundo, fazendo com que o menino passe a acreditar em si mesmo. 

Ainda nesse filme, o namorado de Patrick esconde a relação homoafetiva, com medo do que os outros pensariam, já que é um popular jogador de futebol americano. É incrível como sempre estamos preocupados com o estereótipo que as pessoas ao nosso redor fazem de nós. Isso não deveria reger nossas vidas ou censurar nossos atos. Todos somos especiais_ cada um à sua maneira_ só precisamos deixar nossas cores explodirem!


Então antes de agir pensando no que o outro vai pensar ou criar um pré-conceito em relação ao seu próximo, REFLITA!

domingo, 14 de julho de 2013

A verdade por trás da rotina

Atualmente, se você perguntar a uma pessoa como andam as coisas, é bem provável que uma dessas expressões apareça na resposta: cansativas, corridas, agitadas. As pessoas estão sobrecarregadas em suas rotinas, o que faz com que não percebam pequenos detalhes da vida. A configuração padrão da sociedade é pensar os acontecimentos a partir de sua individualidade, ou seja, a partir de suas experiências e, dessa forma, cada um acaba encaixando-se na posição central, desejando que tudo seja subordinado a suas vontades.

Seguindo tal raciocínio, aborrecem-se facilmente por qualquer item que escape ao seu controle e não siga seus planos, como: engarrafamentos, filas de supermercado e pessoas que têm pressa. Entretanto, se pararem para pensar de outra forma, se imaginarem as histórias por trás de cada ser humano que cruza seu caminho, poderão compreender o mundo através de outros significados, enxergando, talvez, o dia-a-dia de forma mais agradável.

Aprender a pensar é algo extremamente relativo, já que o interpretante varia de acordo com a trajetória e a cultura de cada pessoa, porém aprender a pensar pode ser extraordinariamente útil caso entenda-se que essa faculdade humana é saber valorar o que é verdadeiramente essencial e relevante à vida de cada um.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MMA: um esporte vitimado pelo preconceito

A partir da transmissão do UFC (Ultimate Fighting Championship) pela Rede Globo e pelo canal Combate, da criação do The Ultimate Fighter, o reality show de luta do maior canal aberto da televisão brasileira, e das vitórias alcançadas pelo carismático lutador Anderson Silva, o MMA (Mixed Martial Arts) popularizou-se, fazendo com que o hábito de reunir os amigos para assistir a uma partida de futebol também se estendesse a essa modalidade esportiva. Diante da ascensão, a luta virou pauta de discussão: seria o MMA um esporte ou apenas uma expressão da brutalidade humana?


As artes marciais mistas (MMA) misturam estilos de lutas e habilidades diferentes, exigindo com que o atleta possua muita disciplina para treinar várias modalidades a fim de se destacar tanto no chão, quanto em pé. Ele também deve compreender as regras da atividade competitiva, a qual é subordinada a uma organização, no caso, a UFC. Por tais motivos, pode ser considerado um esporte de alto rendimento, o qual exige muito do corpo do atleta, fazendo com que algumas lesões específicas sejam conseqüência, assim como joanetes, unhas roxas, tendinites, escolioses são as do balé e lesões de joelho, torções, problemas musculares são as do futebol.


Uma visão preconceituosa estabelece que o MMA é a expressão do instinto mais primitivo do ser humano, pelo fato de os competidores deferirem golpes uns contra os outros. Entretanto, o objetivo do esporte é a própria superação de seus limites, é descobrir quem tem as melhores técnicas ou faz uso mais eficaz dessas, mas não tem por finalidade tirar sangue do adversário. Isso é um risco ao qual os atletas estão expostos e que aceitam correr, assim como os corredores de Fórmula 1 assumem o risco de morrer em uma colisão.

Acidente Ayrton Senna
Outro argumento nesse sentido declara que o MMA incentiva crianças a serem violentas, já que muitas não têm a oportunidade de participar de uma academia de lutas e tomar conhecimento sobre a parte teórica do esporte. Porém, essa alegação não se suporta porque os próprios lutadores dão declarações na mídia e participam de campanhas publicitárias, pregando o espírito esportivo e condenando atitudes violentas fora do ringue. Ademais, a violência está presente em nossa sociedade em diversos outros meios, como videogames; filmes; no preconceito em variadas formas, como repressão a homossexuais; em nosso dia-a-dia, com a insegurança gerada por ladrões ou pela repressão da polícia a manifestantes. Ainda há quem alegue que a modalidade originária do vale-tudo não passa de um show midiático cujo único objetivo é o lucro, mas se esse for o quesito para não considerá-la um esporte, também não podemos assim considerar o futebol. Ambos envolvem muito dinheiro em sua realização e têm atletas explorados em campanhas publicitárias, a exemplo: Anderson Silva e Neymar Jr.


Por ser baseado em regras, disciplina e ser uma atividade competitiva subordinada a uma organização, o MMA é sim um esporte. Todos envolvidos que aceitam participar passam por treinamentos intensos e estão conscientes dos riscos e conseqüências da luta, responsabilizando-se por eles, sendo assim, não é possível considerar a modalidade uma brutalidade.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Prostituição Musical

 Esse é o primeiro post de um convidado: Gabriel Rocha. Gabriel é aluno de comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na Assessoria da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser guitarrista da banda Skalhambecks.


A vida do músico hoje, no Brasil, é difícil. Além de enfrentar as dificuldades rotineiras da profissão, como o alto custo de equipamentos de qualidade, gastos com manutenção, aulas e workshops, os artistas têm no mercado o principal castigo. Não há espaço apropriado para que o músico demonstre seu trabalho, apoio financeiro, e, principalmente, liberdade de estilos musicais.

Os espaços destinados a shows e apresentações estão presentes em pouca quantidade no país e mesmo os que ainda se mantém abertos, às vezes, apresentam precariedade no equipamento de som, acústica desfavorável, ausência de estrutura de palco e de mão de obra qualificada na operação do áudio.

O trabalho do músico é visto pela maioria da população como algo indiferente para a sociedade: não passa de entretenimento. No entanto, várias pessoas não dispensam seus mp3s, mp4s, celulares, aparelhos de som, DVDs musicais e o som no carro. É “apenas” um entretenimento, mas muitos não abrem mão dele em seu dia-a-dia e em momentos de confraternização, seja em casa ou em casas noturnas.

Chega a ser lamentável assistir a profissionais da música que são contratados por churrascarias e restaurantes: exercem sua profissão sem receber valor, tocam para ninguém. É como se bastassem caixas de som espalhadas pelo ambiente e um notebook ligado a elas. O valor da arte e da presença do profissional são simplesmente ignorados.
Foto da internet: Cantores em churrascaria

A ingratidão do mercado é outra barreira enfrentada pelos profissionais, os quais precisam se adequar ao estilo do momento. O Brasil já viveu a época da bossa nova, da mpb, do rock, do “emo”, e agora passa por uma época que mescla funk, pagode e predomina o “sertanejo universitário”. Se um artista ou uma banda tem um som diferente a ser mostrado, não consegue ser ouvido. Só tocam nas rádios e são contratados grupos que se enquadrem no estilo musical preferido pela maioria. O retorno financeiro é o principal alvo de empresários do ramo. As próprias gravadoras também acabam vitimando os artistas do país.

A valorização do músico não pode mais esperar! A permanência no mercado não pode justificar a prostituição, a população precisa se atentar e apoiar profissionais de que tanto precisam em seu cotidiano.