segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Reciclagem: atividade sustentável que gera renda

Em um mundo em que tudo tem prazo de validade, até mesmo bens duráveis como televisões, celulares e computadores, o volume de lixo aumenta mais e mais. A educação da população também não favorece o meio ambiente, já que muitos cidadãos ainda jogam lixo nas ruas, o que obriga a criação de leis que tornem esses hábitos infrações.

A reciclagem surge, então, como um alívio para a natureza e também como fonte de renda para catadores e donos de galpões de reciclagem.



A praia também sofre com a quantidade de lixo abandonado nas areias. O catador Luiz Carlos, morador da Tijuca (RJ), conta que trabalha apenas nos finais de semana na praia de Copacabana e, catando apenas latinhas, consegue lucrar uma média de R$900,00.

Praia de Copacabana (RJ)
Segundo dados da assessoria da Comlurb, são removidos na orla, em alta temporada, incluindo os resíduos dos quiosques, em média, 60 a 70 toneladas de lixo em dias de semana; 100 a 120 toneladas, aos sábados, e aos domingos 150 a 180 toneladas. A companhia ainda informou que a coleta seletiva no Rio de Janeiro, atualmente, atende a 68 bairros e recolhe 3,7% do total de material com potencial reciclável, ou seja, um total estimado em 1.991 t/dia.

Já é hora de a população ter consciência e contribuir com o meio ambiente, mudando pequenos hábitos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Acessibilidade e o direito à liberdade

Segundo o artigo 5º da Constituição Brasileira, todos os indivíduos são iguais e têm direito de ir e vir. Entretanto, a teoria não se aplica à pratica de maneira eficiente. Todos os dias, diversos cidadãos com algum tipo de deficiência física enfrentam obstáculos para cumprirem atividades rotineiras.

Esse é o caso da professora Rita de Cássia Barbosa, cadeirante, que leciona na Faculdade Granbery e faz pós-graduação em Pedagogia na mesma instituição. Em seu dia-a-dia, depara-se frequentemente com problemas de acessibilidade, como o constante defeito nos elevadores dos ônibus adaptados.


Rita alega que o problema se deve à falta de manutenção e que o caso agravou-se ainda mais depois da autorização para que os passageiros descessem através da porta do meio dos veículos. O Supervisor de Transporte e Trânsito da Settra, Eduardo Coleta, explica que a vistoria no transporte público urbano acontece anualmente e eventualmente.


Entretanto, Coleta afirma que, pelo fato de o número de veículos ser grande, é inviável que todos sejam fiscalizados diariamente.


Segundo dados da Settra, em 2014, a frota de veículos adaptados em Juiz de Fora contabilizará um total de 61%, isso porque alguns ônibus antigos serão substituídos por carros ajustados, já que só podem circular durante dez anos. 

A professora também reclama das calçadas irregulares e sem rampas de acesso: “Na rua Sampaio, por exemplo, eu tenho que andar pela rua, indo de encontro aos carros. E ainda tem uma obra que tumultua tudo mais”. A Chefe do Departamento de Políticas para Pessoas com Deficiência, Thaís Altomar, afirma que o impasse é nacional porque a responsabilidade pela adequação das calçadas é do proprietário, o qual quase nunca se mostra interessado em fazê-la. Entretanto, como a acessibilidade é uma lei, cabe à prefeitura fiscalizar de forma mais rigorosa as estruturas. Thaís ainda ratifica a falta de planejamento das obras em Juiz de Fora, especialmente na Rua Santo Antônio.

Rua Santo Antônio, no Centro de Juiz de Fora (MG)
A atual proposta da prefeitura é viabilizar o centro da cidade para que ele possa servir de exemplo e, a partir de então, levar as adaptações para os bairros. No entanto, o projeto só será viável com o apoio da população e dos moradores. 


Enquanto a população que não se sente afetada fecha os olhos para a situação, milhares de cidadãos lutam diariamente por um pouco mais de independência.

domingo, 24 de novembro de 2013

Segurança Pública em Pauta

Geralmente, os veículos de comunicação, ao tratarem de segurança pública, exaltam temas como fugas, rebeliões e corrupção, deixando de lado questões relevantes a seres discutidas; a exemplo: as dificuldades estruturais do sistema.

Infelizmente, uma boa parte da sociedade ainda nutre o pensamento que “bandido bom é bandido morto” ou que “todo castigo é pouco". Porém, as condições sub-humanas das cadeias e delegacias que abrigam infratores podem ter efeito contrário ao pretendido. Ao invés de recuperarem o cidadão para então devolvê-lo às ruas, geram rancor por todo sofrimento, por exemplo, por ele ficar em uma cela que mais se assemelha a uma jaula, sob sol ou sob chuva, pela falta de higiene ou ainda pela superlotação das celas, sendo assim, altos índices de reincidência são registrados.


Não é uma questão de os presos sentirem-se em um hotel, com mordomias, mas é uma questão de dignidade. Se realmente espera-se que haja alguma transformação no indivíduo encarcerado, são necessárias ações que permitam a ele reconstruir sua vida, tal como a oferta de educação que, a propósito, é ordenada por lei; possibilidade de profissionalização e uma posterior inserção desse infrator no mercado de trabalho, o qual muitas vezes é preconceituoso.

A população também sofre cotidianamente com o sistema de segurança pública do país, devido ao número insuficiente de policiais e delegados, à preguiça de alguns funcionários públicos que não executam suas funções como deveriam, à lentidão do sistema judiciário. Por esses motivos e outros tantos, mães que perderam seus filhos também perdem a esperança na justiça, cidadãos demoram horas para fazer simples boletins de ocorrência, enquanto ficamos de braços cruzados esperando que a toda situação mude sozinha.

Todo cidadão deve ter seus direitos preservados, seja pobre, rico, infrator ou não. E se não tiver, deve reclamar, recorrendo aos órgãos competentes até ser atendido. Apenas com um sistema corretivo baseado na dignidade e uma segurança pública que trate seus cidadãos de forma igualitária e respeitosa, seremos capazes de avançar.