O senhor de 61 anos destaca-se dos guias mais jovens pela atenção ofertada a cada um que lhe dirige qualquer pergunta e pelo brilho nos olhos ao responder os questionamentos. O amor pela profissão foi herdado do pai, também guia, com quem aprendeu quase tudo o que sabe. Nenhum curso técnico ou universitário o capacitou, apenas um curso de como conduzir pessoas, do qual participou com 12 anos; a convivência com os avós repletos de “causos”; e a vida, inteiramente vivida naquela cidade.
Mas não seria entediante apresentar todos os dias, e às vezes mais de uma vez por dia, os mesmos monumentos e falar sobre os mesmos assuntos? Custódio rebate justificando que o prazer de sua profissão é sempre conhecer pessoas novas, de diferentes lugares e não se apegar a uma rotina específica. Assim, o guia conseguiu sustentar sua casa, como autônomo, fazendo o seu marketing pessoal e sabendo ser tolerante: “O tour de quatro horas é 80 reais, mas se o turista for mais pobrinho, faço por 50 ou 40 mesmo”.
Ao final da conversa, o senhor Pedro me oferece seu cartão, pedindo para que eu o indicasse caso conhecesse alguém que fosse visitar Ouro Preto e complementa dizendo que sempre está na Praça Tiradentes. Se você passar por lá, é fácil reconhecê-lo: basta procurar pela alma mais sorridente e simpática da antiga Vila Rica.
Linda a matéria, me emocionei e me apaixonei pelo sr. Pedro. Com certeza se for em Ouro Preto irei procurá-lo.
ResponderExcluirMuito legal o texto, Lê!
ResponderExcluirParabéns por valorizar pessoas que realmente merecem reconhecimento.
Beeijos!