domingo, 26 de maio de 2013

Profissão: Dinheiro X Felicidade ou Felicidade + Dinheiro?

Não consegui classificar o post de hoje em nenhum gênero de matéria jornalística. Esse post é mais uma conversa com quem está pensando sobre qual profissão escolher ou quem está vivendo um drama a respeito de sua vida profissional.

Já vi muitas pessoas se questionando se estavam fazendo o curso certo; vestibulandos em dúvida entre um curso que lhes proporcionaria sucesso financeiro e outro que realmente gostariam de fazer; ou pessoas pensando se estavam no rumo certo para alcançar o seu objetivo. É bem verdade que pelo menos um desses questionamentos já rondou nossas mentes.


Mas o que é ser bem-sucedido? É alcançar seus sonhos ou ter muito dinheiro? Acredito que felicidade está diretamente relacionada ao sucesso. Se você faz o que você ama, você terá êxito. Imagina viver a vida inteira podre de rico, mas infeliz? Não, isso minha mente não consegue conceber e realmente espero que a sua também não.

Você já ouviu os conceitos Workaholics ou Worklovers? São pessoas viciadas em trabalho, ou melhor dizendo, pessoas que amam tanto o que fazem que não separam sua vida profissional e pessoal, porque elas se completam. Por gostarem do que fazem, são os melhores em suas áreas e, portanto, bem-sucedidos. 

É fácil reconhecê-los por aí: jornalistas que usam suas redes sociais para publicarem as últimas notícias, futuros arquitetos que postam com freqüência imagens de prédios, casas e outras construções; e pessoalmente, são aqueles cujos olhos brilham ao explicar o que fazem em seus trabalhos.


Se você está escolhendo uma profissão para a sua vida, escolha algo que lhe dê prazer, algo que lhe dê ânimo ao levantar na segunda-feira e que você tenha certeza que foi feito para isso. Não pense em dinheiro, isso é conseqüência do seu esforço! 

Se você está em dúvida se está no caminho certo, questione-se: eu sou feliz com que eu faço? Se a resposta for não, mude! Arrisque, independente das críticas e opiniões alheias! Nunca é tarde e você tem um mundo a conquistar, então não perca nem mais um segundo do seu tempo em algo que não traz alegria. Nada acontece se você não tomar uma atitude, então estabeleça metas e trace estratégias para alcançá-las!


sábado, 11 de maio de 2013

O que você faria se ninguém pudesse te ver?

Foi-se a época em que as pessoas podiam fazer coisas que a sociedade criticaria na surdina. Se antes as fofoqueiras eram taxadas de mentirosas, hoje a tecnologia está a serviço delas, para que possam comprovar o que dizem. 

Com o receio de serem espiadas, as pessoas tendem a andar na linha, evitando algumas ações consideradas como incorretas. Esse comportamento de autocontrole devido a um observador é chamado de “panóptico”, que corresponde a uma observação total: é a tomada integral por parte do poder disciplinador da vida de um indivíduo. Ele é vigiado durante todo o tempo, sem que veja o seu observador, nem que saiba em que momento está sendo vigiado. 

O modelo de arquitetura panóptica, geralmente um edifício circular que facilite a observação, é utilizado em algumas prisões e manicômios com o objetivo de impor a conscientização no indivíduo de seus atos. Dessa forma, o mesmo se atenta ao seu comportamento a fim de não cometer infrações.


Atualmente, há várias formas de vigilâncias: o jornalismo investigativo, que vigia o poder; tecnologias online e redes sociais, nas quais as pessoas expõem suas rotinas através de publicações ou fotos; câmeras de segurança espalhadas pelas ruas, que buscam intimidar criminosos; e a polícia, encarregada de vigiar a sociedade. 

Além disso, as câmeras fotográficas ou de vídeo estão ao alcance não só de profissionais da área, mas também de leigos, que adquirem aparelhos específicos ou celulares, ipods, computadores e até canetas que gravam e tiram fotos. O avanço da tecnologia ainda permite que a produção seja compartilhada na internet com milhares de internautas ou enviada para o outro lado do mundo, isso em um curto espaço de tempo. Sendo assim, também pela facilidade que o digital trouxe, a coleta de imagens e vídeos faz parte do cotidiano da sociedade e a forma de ela interagir com as situações mudou, por exemplo, podemos observar a quantidade de celulares e câmeras presentes na posse dos papa Francisco. Portanto, qualquer pessoa pode ter sua imagem captada a qualquer momento, sem sequer perceber.


Agora que você ficou com medinho de ser descoberto fazendo aquela besteirinha, me conta: o que você faria se ninguém pudesse te ver?

sábado, 4 de maio de 2013

Sobre ser humano e honestidade

Tempos de eleições, tempos de esperança, de avaliar as melhores propostas e o melhor caráter. Caráter? Sim, pois, hoje em dia, mais que reclamações de que os governantes não investem em educação e saúde, ouvimos milhões de brasileiros reclamando da corrupção, dos mensalões e dos desvios de verbas.

Tenho notado que o sistema de voto de cabresto, muito comum no tempo em que o coronelismo imperava, está presente em nossa cidade e, provavelmente, em todo o país, de forma muito mais evidente do que se imagina. Se nas regiões mais pobres o voto era/é comprado através da doação de materiais de higiene pessoal, caixões e outros objetos singelos, os jovens, e até mesmo os homens com maior experiência, trocam uma decisão tão importante por uma "pelada" regada à cerveja. E esse fato não é exceção, infelizmente.

Analisando o outro lado, deixemos de falar do assunto mais popular, os políticos, para falarmos da sociedade. É certo aceitar cerveja de um candidato que tem segundas intenções? É certo trocar o futuro da sua cidade, pelos próximos quatro anos, por coisas tão fúteis? A sociedade reclama de quem a representa, mas a atitude dos cidadãos é semelhante a dos políticos. Corrupção está no dia a dia: ao furar uma fila, ficar com o troco que recebeu a mais, tirar vantagem por ter um conhecido em determinado lugar, dar carteirada, estacionar na vaga de deficientes ou idosos...

Enquanto crianças, aprendemos a respeitar os sinais verde e vermelho, a não furar fila da cantina, a não dizer mentiras. Qual a dificuldade de manter esses princípios básicos conforme envelhecemos? Que cada cidadão e cada político se lembrem dos ensinamentos que aprenderam na infância. Talvez, assim, o mundo se tornasse um pouquinho melhor, ou mais fácil de viver.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A respeito da redução da maioridade penal

A redução da maioridade é um assunto que sempre vem à tona quando um crime envolvendo crianças e/ou adolescentes choca a sociedade. A partir disso, surgem muitas discussões sobre o que o país deveria fazer: reduzir a maioridade penal afim de punir severamente os menores e desfazer o pensamento “vou escapar porque sou menor” ou não tomar essa decisão e pensar em medidas socioeducativas eficazes. 

Semana passada, o caso da dentista morta por ter apenas R$ 30,00 em suas contas bancárias, no qual um adolescente confessou ter ateado fogo na vítima, fez com que muitos se posicionassem sobre a redução da maioridade penal. Em São Paulo, a ONG “Justiça é o que se busca” fez uma passeata a favor da mudança na lei, enquanto nas redes sociais polvilharam artes contra a mudança, como as da fanpage 18 razões 

Atualmente, as cadeias brasileiras não têm capacidade para suportar a quantidade de presos. Muitas abrigam mais pessoas do que sua capacidade e, como vemos com frequência, muitas penas criminais longas são cumpridas com poucos anos de regime fechado, por exemplo o caso do goleiro Bruno. Além disso, com a superlotação, não há preocupação em uma recuperação do ser - humano em regime de internação através de programas que incentivem o estudo, dessa forma, as prisões transformam-se em escolas do crime, que libertam, na maioria das vezes, pessoas que voltarão a cometer delitos. 

Há quem diga que quem é contra a redução da maioridade penal se distancia dos problemas, ou seja, nunca foi “vítima de um menor”, mas quebrando essa afirmação, podemos apresentar o caso da jornalista Luiza Pastor, estuprada por um adolescente, e que, mesmo assim, não é a favor da mudança legislativa. 

É comum, ao assumir uma opinião, nos posicionarmos apenas de um lado. Nesse caso, é freqüente que a sociedade veja-se como agredida pelos menores. Entretanto, olhando o histórico desses autores da violência, podemos perceber que muitos não tiveram oportunidade de estudo ou que conviveram com a violência desde muito pequenos. São inúmeros os casos de crianças que são feitas de aviãozinho do tráfico; muitas são usadas por adultos para cometerem ilegalidades e por não terem uma personalidade construída, nem em quem se firmar ou confiar, acabam sendo influenciadas e enxergam esses adultos como exemplos. 

Cada vez mais, as crianças estão sendo vistas como adultas, sem levar em consideração que elas estão em fase de formação física, psicológica e acadêmica. A grande maioria tem que abdicar de brincadeiras para fazer cursos de idiomas, esportes, etc, tudo para se prepararem para o mercado de trabalho. Adolescentes são julgados como completamente responsáveis por seus atos, com total discernimento para distinguir o certo e o errado, sem serem influenciados, mas sabemos que não é bem assim. 

A redução da maioridade penal não é a solução. Um adolescente não entra no mundo da violência com 16 anos, ele está inserido em um contexto social violento desde pequeno, por isso assume essa posição como correta ou comum. Se realmente a mudança efetivar-se, daqui a alguns anos estaremos discutindo a redução para 14, 12, 10 anos e assim sucessivamente. A solução é investir na educação para dar a oportunidade aos jovens de conhecerem os dois lados, as duas posturas e dar, principalmente àqueles adolescentes marginalizados, uma figura em quem possam confiar e adotarem como exemplo: o professor. É preciso resgatar a doçura da infância, permitindo que todas as crianças tenham o direito de brincar e estudar, formando calmamente o seu caráter, sem demais cobranças.