sábado, 4 de maio de 2013

Sobre ser humano e honestidade

Tempos de eleições, tempos de esperança, de avaliar as melhores propostas e o melhor caráter. Caráter? Sim, pois, hoje em dia, mais que reclamações de que os governantes não investem em educação e saúde, ouvimos milhões de brasileiros reclamando da corrupção, dos mensalões e dos desvios de verbas.

Tenho notado que o sistema de voto de cabresto, muito comum no tempo em que o coronelismo imperava, está presente em nossa cidade e, provavelmente, em todo o país, de forma muito mais evidente do que se imagina. Se nas regiões mais pobres o voto era/é comprado através da doação de materiais de higiene pessoal, caixões e outros objetos singelos, os jovens, e até mesmo os homens com maior experiência, trocam uma decisão tão importante por uma "pelada" regada à cerveja. E esse fato não é exceção, infelizmente.

Analisando o outro lado, deixemos de falar do assunto mais popular, os políticos, para falarmos da sociedade. É certo aceitar cerveja de um candidato que tem segundas intenções? É certo trocar o futuro da sua cidade, pelos próximos quatro anos, por coisas tão fúteis? A sociedade reclama de quem a representa, mas a atitude dos cidadãos é semelhante a dos políticos. Corrupção está no dia a dia: ao furar uma fila, ficar com o troco que recebeu a mais, tirar vantagem por ter um conhecido em determinado lugar, dar carteirada, estacionar na vaga de deficientes ou idosos...

Enquanto crianças, aprendemos a respeitar os sinais verde e vermelho, a não furar fila da cantina, a não dizer mentiras. Qual a dificuldade de manter esses princípios básicos conforme envelhecemos? Que cada cidadão e cada político se lembrem dos ensinamentos que aprenderam na infância. Talvez, assim, o mundo se tornasse um pouquinho melhor, ou mais fácil de viver.

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