A Copa do Mundo é um evento que não acontece apenas nos estádios. As ruas estão inundadas de torcedores, por isso, fomos até Copacabana (RJ), ao Fifa Fan Fest para descobrir se, no evento, a tão famosa rivalidade entre brasileiros e argentinos é forte ou não existe.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Vai ter Copa sim!
Pesquisas recentes da Datafolha revelaram que quase 40% dos brasileiros não são a favor da realização da Copa no país. Isso porque acreditam que o dinheiro gasto com obras para o Mundial deveria ser investido em outros setores, como educação e saúde.
O país do futebol, que recebe o campeonato internacional pela segunda vez, não ficou tão animado como era de se esperar. A um mês da Copa, a maioria das ruas estava enfeitada apenas por acessórios oficiais da Fifa, enquanto as tradicionais bandeiras e pinturas de calçadas não eram frequentes. As formas de demonstrar a insatisfação foram diversas: desde protestos à desenhos críticos.
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| Pintura no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Márcia Foletto/OGlobo |
Vale lembrar que ano passado eclodiriam diversas manifestações de Norte a Sul do Brasil. Tudo começou por causa de um aumento nas tarifas de transportes públicos e logo outras causas também entraram em pauta: a luta contra homofobia, maiores investimentos no bem-estar da população, além do repúdio à corrupção e aos gastos excessivos com o Mundial.
Mesmo com a proximidade do torneio, mobilizações ainda ocorriam. Um exemplo foi a colagem de adesivos no ônibus oficial da seleção brasileira por professores. Mas não é de hoje que Copa do Mundo e política estão ligados.
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| Foto: Marcelo Bittar |
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| Imagens Alzirão, Tijuca(RJ). Fotos: Letycia Cardoso |
Em 1934, o evento foi realizado na Itália. Neste período, Benito Mussolini governava através de uma ditadura e chegou a influenciar até na escolha dos árbitros que apitariam partidas do país. Coincidência ou não, a Itália foi campeã. Em 1970, o tricampeonato do Brasil serviu para desviar o foco das torturas que aconteciam devido à forte repressão da ditadura militar, fazendo com que os cidadãos enxergassem de melhor forma o presidente Médici, o qual vestiu o personagem de homem apaixonado por futebol. Já em 1978, a Argentina foi o país-sede e levou o troféu. Então, o mundial foi usado para fortalecer o regime ditatório lá, comandado por Jorge Rafael Videla.
Entretanto, agora a Copa chegou. É hoje o dia da abertura oficial e da partida entre Brasil e Croácia. A paixão volta a ser latente. Prejudicar a imagem do país internacionalmente não ajuda em nada: não revoga os roubos, os gastos exorbitantes, não faz o tempo voltar. A revanche só tem e só pode acontecer em outubro, nas urnas.
No Rio de Janeiro, as cores verde-amarelo já tomam conta das ruas, a alegria é representada por danças ensaiadas, pequenos que vão assistir ao Mundial pela primeira vez já vestem o uniforme e o comércio ambulante aproveita para faturar com a vontade de torcer dos atrasados.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Sobre a arte de complicar
Em um shopping de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), uma jovem falava ao telefone com a tia.
_Tia, ele não sabe que eu vi isso no celular dele. Aí eu perguntei quem estava lá de mulher e ele disse que só a secretária. Aí eu falei “mas não tinha uma grávida” e ele disse que tinha, mas que grávida não contava.
O diálogo seguia. Eu, enquanto almoçava, não conseguia ouvir os conselhos da tia, apenas os relatos indignados da moça.
_ Nós fomos jantar e tudo ficou bem. Mas eu sei, tia, que se ele não fez alguma coisa, ele teve a intenção de fazer! Ele teve! Aí na volta, no carro, eu não aguentei. Tirei satisfação e ele não entendeu nada. Acabei chorando. Ele disse que não sabia dessa minha insegurança. Me odiei por ter chorado na frente dele, mas não consegui segurar.
A vontade de interferir e perguntar se ela queria conversar comigo, ali pessoalmente e liberar a coitada da tia, era grande, mas como as pessoas vivem cada dia mais em seus mundos, preferi não me intrometer para não ser mal interpretada. A esse ponto da conversa, já economizava os últimos grãos de arroz para escutar o desfecho. Pela minha cabeça, o roteiro estava construído: o noivo foi a uma festa da empresa e ela suspeitava de uma traição. Mas, para minha surpresa, ela esclareceu.
_ Tia, eu sei que a gente não tem nada. Mas eu estou gostando dele e não quero que ele fique com mais ninguém. Ele tem que me respeitar. Eu não quero e pronto!
Nesse momento, a moça da limpeza do shopping já havia recolhido minha bandeja e não tinha mais como enrolar. Peguei minha bolsa, abandonei a conversa e a moça com olhos lacrimejados. Saí pensando como as pessoas sempre arrumam um jeito de complicar as relações.
Presenciei esse fato justamente em uma semana em que lia um livro de Martha Medeiros, ou quem sabe apenas prestei atenção por estar mais sensível às emoções e as reflexões propostas por essa fantástica escritora. Parafraseando-a, afirmo: as pessoas se afogam num pires. Isso mesmo. A menina não tinha nenhum compromisso oficial e mesmo assim agia com uma cobrança que seria inaceitável mesmo que originária de uma esposa. Querer controlar e privar o outro e ainda fazer drama não é a melhor maneira de conquistar alguém. Não é mesmo?
Entretanto, parece que muitas pessoas têm vocação para poeta. Não por escreverem coisas belas, mas por terem suas existências ligadas a pequenos sofrimentos, sem os quais viveriam sem rumo.
É preciso simplificar e tomar decisões que realmente solucionem os problemas. Ou ela deveria seguir em frente numa relax, deixando as coisas acontecerem naturalmente e explicando para o alvo de seus sentimentos tudo o que se passava pela sua cabeça (de forma racional e não doentia), ou então, se enxergasse que o rapaz não tinha os mesmos objetivos que ela, assumir que se equivocou e seguir em frente.
Para fechar com chave de ouro não poderia deixar de citar Martha, em um trecho de sua crônica Amputações: “Cada um tem um cânion pelo qual se sente atraído. Não raro, é o mesmo cânion do qual é preciso escapar.”
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A quase uma semana
A Copa do Mundo de 2014 está cada dia mais próxima. Apesar de diversas obras não terem sido finalizadas, das confusões acerca da venda dos ingressos para os jogos, quem parece focar apenas no futebol é a seleção brasileira.
Os jogadores já imaginam a grande final, no Maracanã, mas ressaltam a importância de "matar um leão a cada dia", ou seja, pensar primeiramente no próximo amistoso e também na estreia dos canarinhos, no dia 12 de junho.
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