Recentemente,
a epidemia da Zika colocou o Brasil em alerta. A doença, provocada por um vírus
transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, tem registros na literatura médica
desde os anos 1940. Entretanto, somente no início de 2015 teve uma explosão no
país.
A patologia tem sintomas brandos,
quando comparados aos da dengue. São eles: febre baixa, dores e manchas
vermelhas pelo corpo. Apesar de pesquisadores constatarem que 80% dos
infectados não apresentam indícios de contaminação, a enfermidade causa grande
preocupação por causa de suas possíveis consequências, como microcefalia e
síndrome de Guillain-Barré.
Na Paraíba, o número de casos de microcefalia
começou a ser registrado em 2012. Porém, no ano passado houve um surto da
doença, o qual foi justificado, por estudiosos, pelo contato das grávidas com o
zika vírus. A microcefalia é a redução nos tamanhos da cabeça e do cérebro da
criança, o que prejudica o desenvolvimento mental. Mais de 3,8 mil casos de
bebês com a deficiência já foram registrados no Brasil, o que levou a Organização
das Nações Unidas a se manifestar a favor do aborto. Segundo a ONU, a
legalização nesta situação, diminuiria o número de abortos ilegais, preservando
a saúde de milhares de mulheres. Apesar do movimento, a lei brasileira não foi
alterada.
A explosão da Zika também foi motivo
para os Estados Unidos emitirem um alerta para que as grávidas americanas não viajassem
ao nosso país. Ademais, também foi constatada a relação do vírus com a síndrome
de Guillain Barré. Doença rara, porém grave, que causa inflação nos nervos e
leva à paralisia nos dois lados do corpo.
Há
pouco tempo, pesquisadores descobriram que a Zika pode, ainda, ser transmitida
através do leite materno, da saliva e do sêmen. O Instituto Butantan se dedica
a estudar uma vacina para a enfermidade; todavia, há muito a ser descoberto
sobre esse vírus. Visto que o governo brasileiro já se mobiliza em campanhas de
conscientização sobre as formas de transmissão e prevenção da Zika, ele deveria
investir mais na ciência, para que os estudiosos ganhem know how na área e
ajudem a controlar o surto. Além do mais, casais devem se planejar para uma
gravidez em um período futuro, quando a doença não mais assombrar o Brasil.


