Durante entrevista realizada no show de Juiz de Fora (MG), que ocorreu em 19/10/2013, o grupo Revelação fala sobre samba, preconceito musical e ainda confessa que música "mulher traída" é inspirada em fatos reais.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Conscientização e Prevenção do Câncer de Mama
Você com certeza já ouviu falar do Outubro Rosa. Mas alguém já parou para te explicar o que é isso? Este é um movimento comemorado em todo mundo e o nome remete ao laço rosa, símbolo do câncer de mama. O objetivo é chamar a atenção das pessoas para o conhecimento da doença, realização de exames preventivos e um diagnóstico precoce. Em Juiz de Fora, a Ascomcer promove diversos eventos para conscientizar a população. No dia 06/10, ocorreu a Corrida Solidária na UFJF.
Ainda sobre a programação, a Ascomcer realiza, em parceria com a Natura, no dia 18, uma oficina de valorização de imagem e autoestima com as pacientes; no dia 22, no Teatro Clara Nunes, o Primeiro Simpósio de Oncologia do Outubro Rosa, aberta ao público, com palestras e mesas-redondas ministradas por profissionais da área de saúde (inscrições pelo e-mail comunicacao@ascomcer.org.br); no dia 31, uma passeata de encerramento, no Parque Halfeld.
O câncer de mama é o mais incidente no Brasil e o que mais mata no mundo. Em nosso país, já são mais de 50.000 casos. Segundo o mastologista Bruno Laporte, as principais causas da descoberta em etapas avançadas são a falta de acesso ao sistema de saúde, o medo da mamografia, a qual deve ser realizada pelas mulheres a partir dos 40 anos, e o medo da revelação da doença. O médico alerta para a importância da prevenção, ressaltando que se o tumor for descoberto com até um centímetro, as chances de cura são de 95%.
O apoio da família torna-se fundamental durante o tratamento de um câncer, como conta Adriana Aparecida de Almeida (48): "A minha família foi 200%". Ela descobriu a doença durante um autoexame em abril de 2009. Os exames confirmaram e Adriana passou por sessões de quimioterapia e radioterapia, além da cirurgia de retirada de quadrante do seio. Entretanto, para dar o suporte a quem está doente é preciso não estar fragilizado, por isso, a Ascomcer tem um grupo de apoio a familiares de pacientes da instituição, no qual uma psicóloga reune-se com os acompanhantes às quartas-feiras para compartilhar experiências e passar bem-estar. De acordo com o Ministério da Saúde, quem tem algum parente de grau primário que teve câncer de mama deve realizar exames preventivos aos 35 anos, já a Sociedade Americana de Oncologia recomenda mamografia e ressonância a partir dos 30 anos de idade.
Os pacientes também têm um momento de integração: o Grupo Vitoriosa, no qual as mulheres em tratamento, em controle ou ex-pacientes encontram-se para atendimento psicossocial e fisioterápico. Toda mulher, mesmo que não seja vinculada ao hospital, pode participar (3311-4010) e lá também há o confeccionamento de próteses artesanais, usadas dentro do sutiã.
O trauma por uma mastectomia radical pode ser grande, por isso o Governo Federal sancionou uma lei que obriga a reconstrução mamária no mesmo tempo cirúrgico, no sistema público de saúde. Apesar disso, Laporte afirma que muitas mulheres ainda têm dificuldade no acesso a esse direito, já que muitos hospitais não têm estrutura, mas em Juiz de Fora, o Hospital Universitário conta com uma equipe plástica, a qual oferece a intervenção.
Quem pensa que câncer de mama é doença só de mulher está enganado! Homens também são vítimas e podem detectá-la através de feridas na pele da mama ou mamilos, secreção ou nódulos. Segundo o RHC (Registro Hospitalar de Câncer) da Ascomcer, em 2010, foram 230 casos de mulheres com câncer de mama e um homem. Já em 2011, foram 195 casos de mulheres para três casos de homens.
Durante esse mês, a Ascomcer e o Hospital Universitário da UFJF estão agendando mamografias por telefone. Inclusive, o HU/UFJF ainda oferece um centro de reabilitação / reestruturação da doença chamado “De peito aberto”. Atualmente, existem diversos tratamentos modernos, por isso é importante a conscientização da população e a extinção do medo a respeito do câncer de mama.
Matéria originalmente publicada no portal Zine Cultural .
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O machismo nosso de cada dia
Mais um dia raiou. Ela levanta da cama, toma seu banho e escolhe a roupa com que vai trabalhar. No final de sua jornada, passa em uma loja para comprar um vestido que estava querendo, negocia o preço e convence o vendedor que o valor realmente estava alto. Caminha até seu carro e dirige até em casa.
Uma rotina normal, se não fossem os detalhes. A sociedade imprime ao dia-a-dia de inúmeras mulheres sinais de machismo, preconceito e atitudes inconcebíveis visto que estamos no século XXI. Ao escolher sua roupa, ela deve pensar com qual modelo ela irá sofrer menos assédio sexual; ao negociar por um preço justo, recebe um “elogio” do velho dono da loja: “vai deixar seu marido mais rico ainda, hein!”; quando caminha ouve diversos comentários sobre o quão está gostosa; no trabalho, um colega ou superior a intimida falando de sua beleza; enquanto dirige, ou mesmo quando dá caronas a amigos, tem que aguentar piadinhas “inocentes” sobre mulheres ao volante.
Parece exagero? Mas lá vão os dados: a pesquisa Chega de Fiu-Fiu mostra que 99,6% das entrevistadas já sofreram alguma forma de assédio e que pelo menos 81% já deixaram de fazer alguma coisa por medo de serem assediadas. Além disso, de acordo com uma pesquisa da revista Marie Claire e da organização Everywoman, ambas do Reino Unido, 46% das entrevistadas já sofreram sexismo (preconceito contra o sexo feminino) no escritório e 44% disseram que colegas homens já fizeram comentários inapropriados sobre sua aparência.
Karolina Basdão comenta como tal atitude faz com que as mulheres sintam-se como objetos: “Fico me sentindo como se fosse só um pedaço de carne, como se não tivesse conteúdo nenhum”. A jornalista Ana Pitta concorda explicando que ao assumir com naturalidade tais cantadas, reafirmamos que é normal a mulher ser vista como um corpo e nada mais, além disso explica o que incomoda nessa ação: "As cantadas de rua, as frases que a gente ouve quando sai com uma roupa curta, os olhares que recebemos quando estamos com um decote não são elogios, como algumas pessoas ainda insistem em defender, mas sim, algo que só reafirma uma visão que vem sido construída há muito tempo, de que a mulher foi feita pra ser vista, admirada, cobiçada, e isso em qualquer lugar, a qualquer hora, por qualquer homem que se sinta no direito de falar de seu corpo e do que faria com ela na cama".
Hoje, as mulheres têm o direito de votar, estudar, trabalhar. Também precisam ter o direito de andar na rua tranquilamente, sem preocupações, sem temor. O corpo é só uma casca. Todos são iguais em direitos e liberdade. Essa é uma luta por direitos humanos!
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| Marcha das Vadias em Belo Horizonte (MG). Foto: Mídia NINJA |
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