domingo, 18 de outubro de 2015

Que tipo de avós seremos nós?

Nós somos a geração workaholic, que quer tudo para ontem, que quer ser feliz agora. Enquanto nossos avós compravam alimentos da feira e faziam comida fresca todos os dias, nós, recorremos a congelados de supermercado e sequer aguentamos esperar o tempo necessário do micro-ondas.

Se doença, naquela época, era curada com ervas medicinais: para estômago, chá de boldo; para feridas, aroeira; hoje, compramos saúde em caixinhas. Nos orgulhamos de fazer mil atividades ao mesmo tempo, de sermos dedicados no trabalho a ponto de almoçarmos às 20h, de obter o sucesso que nossos pais conquistaram aos 50, com apenas 25. Mas o que isso implica no nosso futuro?

Em busca de rápidos resultados físicos, aceleramos o processo com potes cheios de pós de proteínas isoladas. Quando crianças, nossas avós nos mimavam com deliciosas sobremesas caseiras. Como nós, geração fitness, agradaremos nossos descendentes? 

Não se pode negar que muita coisa evoluiu nos últimos 50 anos, mas nossos novos hábitos também nos trouxeram ônus, como muitas doenças psicológicas. Então, será mesmo, que nossos avós estavam errados ao não ter tanta pressa de viver? Talvez não. E, talvez, se não desacelerarmos, nem cheguemos a ser avós.

domingo, 20 de setembro de 2015

10 coisas que você vai descobrir ao se mudar para o Rio de Janeiro

Uma vez ouvi uma entrevista em que o cara dizia que o mundo era divido entre as pessoas que já foram à Disney e as que não foram.. Mas, ouso dizer que é divido nas pessoas que amariam morar no Rio - por causa de todos os encantos da cidade maravilhosa - e nas que têm pavor dessa ideia - por causa do esteriótipo de cidade violenta.

Porém, uma coisa é fato. Quando qualquer pessoa do Brasil muda-se para o Rio de Janeiro, ela faz algumas descobertas:

  1. Cariocas definitivamente não gostam de dias nublados. E isso não é coisa da Adriana Calcanhoto não. Vai tentar ser bem atendido em uma loja em um dia chuvoso. IM - POS- SÍ- VEL!


  2. A mesma distância de 5 Km pode ser percorrida em cinco minutos ou em duas horas. Isso depende da hora do dia que você precisa fazer esse trajeto. Por isso, não marque seus compromissos reservando apenas meia hora para o deslocamento, se você não puder percorrer o caminho à pé;
  3. O trem não é só um meio de transporte. É um comércio móvel, onde você pode comprar desde chocolates ou cerveja à super cola ou fone de ouvido;
  4. Não importa o calor que faça na rua, carregue sempre um casaco. Todos os locais têm ar-condicionado e, se precisa andar de metrô, você vai congelar;
  5. Ainda sobre os meios de transporte, você vai descobrir que seu professor de física estava errado quando dizia que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, se tentar andar de trem ou de metrô no ramal Pavuna às 18h em dias de semana. É tanta gente no vagão, que é possível não se segurar em nada e não cair;
  6. Se você quer pegar um ônibus, não espere que ele pare no ponto de ônibus para você subir. Ele vai parar no meio da rua (se parar) e você que corra até lá antes de o motorista arrancar. Mas, em contrapartida, vai parar para você descer onde você pedir, tipo táxi, sendo ponto de ônibus ou não.
  7. Sempre que conhecer alguém e a pessoa te perguntar "de onde você é", ela não está interessada em saber em qual cidadezinha você nasceu. Ela quer saber em qual bairro você mora! No Rio tudo é tão distante, que você pode ser cortado da lista de "pretendentes" por morar longe. E isso é uma verdade.
  8. Os preços variam muito dependendo do local onde você está. Enquanto você paga R$3,00 na baixada por um salgado com refrigerante, na Zona Sul, uma simples empada pode custar a bagatela de 12 reais;
  9. A cidade é maravilhosa e as pessoas também. A maioria dos cariocas se preocupa muito com a saúde e em estar com o corpo em dia. Tudo por aqui é fitness!
  10. Se você quiser badalar, é só se arrumar e ir. A cidade tem festas de segunda a segunda. 
Como toda cidade, o Rio tem suas particularidades. E você? O que descobriu quando saiu da sua cidade natal?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sobre os #80semparar #80semjacar

Oi gente! Todo mundo que me acompanha nas redes sociais e os amigos mais próximos sabem que inventei o projeto #80semparar #80semjacar. A proposta era fazer 80 dias seguidos de exercícios físicos, sem chutar o balde na alimentação.

Eu sempre tive problemas com a balança e sou uma pessoa que vive em - estado permanente de - dieta. Tudo porque minha mãe, resolveu pedir pro Cara lá de cima, quando ela estava grávida, que eu fosse boa de garfo. E não deu outra! (brinks, mãe!) O fator ansiedade também conta muito para essa luta contínua. Toda vez que estou triste, desconto na comida. Se é pra comemorar, vamos a um prato especial. Enfim... tudo na minha vida era motivo para meter o pé a jaca.
Baby com muitas dobrinhas
Mas a minha formatura estava chegando e a cada foto que eu tirava, me sentia um baiacu. Meu rosto já é redondo por natureza, mas com uns quilinhos a mais, é a própria bola! Então resolvi inventar esse tal projeto, inspirada na minha amiga Talita Scoralick, que ficou um ano sem comprar roupas (isso mesmo, UM ANO!). 

Talita e eu, com o rosto de baiacu
Fui um pouco mais modesta e propus a mim mesma um pouco mais que dois meses. E eis que estou na última semana do desafio. Durante esse tempo, foi muito legal receber mensagens de apoio, pedidos de dicas e ter a companhia de vários queridos durante as atividades. É, minha gente! Amigo não é só pra encher a cara com você na balada, não! É para topar aquela corrida no domingo de manhã, quando sua cama não quer te largar.

Falando nisso, durante esses dias de projeto, não comi apenas salada, não. Como diz minha querida nutri Lidiane Santana: emagrecer é fazer uma reeducação alimentar. Então, comi comida de verdade, de três em três horas, mas também não me privei de um pedacinho de bolo num aniversário, por exemplo. Até porque, ninguém aqui quer virar a louca da dieta, né? O que foi cortado de verdade foi fritura - adeus batata frita - (e hoje me sinto bem melhor por isso), diminuí drasticamente refrigerante (só tomo quando não há outra opção e olhe lá). 

Sobre as bebidas alcoólicas, quando saio escolho uma bebida quente e está de bom tamanho (antes tomava várias doses de tequila, capetão, trifásico e por aí vai). Rodízios também não me pertencem mais. Nem de carne, nem de pizza, nem de japa. E sempre vai ter aquele amigo do peito pra te dar a desculpa que "mas é só hoje". Não caia nessa! Todo dia vai ter um amigo pra te chamar para um programa "só por hoje". Deu vontade? Come um temaki! A gente só não deve exagerar.

Sobre os exercícios, confesso que não foi nenhum sacrifício. Sempre gostei de me mexer, mas a obrigatoriedade de fazer algo todo dia foi o mais pesado. Os músculos ficam cansados e o desânimo vem à tona. Mas, para combater esses sintomas, eu variava meus exercícios, para que um dia trabalhasse alguns músculos e no outro, os demais.
Treino de Muay Thai com mestre Recruta

Foi muay thai, treinamento funcional, dança, stiletto e corrida. E olha que eu nem gostava de correr. Morria nos primeiros cinco minutos. Hoje, já sou capaz de percorrer 10km! Atividades ao ar livre e em grupo ajudam muito quem sempre inventa uma desculpa para "começar amanhã". Hoje, o meu corpo já pede pelo exercício. Preciso gastar energia, até porque sou a agitação em pessoa!

A atividade física não foi boa só para o meu corpo não. O exercício é também um tratamento psicológico. É aquele tempo que você tem só pra você. Para esvaziar a mente ou para analisar tudo que incomoda o coração. Várias vezes que estava tensa, usei o muay thai como válvula de escape. Em outros momentos, corria até minha angústia passar.

O desafio acaba no domingo. Quem quiser conferir o final desta etapa, fica ligado no meu instagram.
Com certeza, mudei um pouquinho meu estilo de vida e vou manter meus exercícios. Ainda falta muito para alcançar o corpo que desejo. Essa mudança só me fez bem e... em time que está ganhando, não se mexe, num é?

Letycia Cardoso