terça-feira, 11 de março de 2014

Sonhar, ousar, arriscar

A energia elétrica, a geladeira, a internet e as várias invenções que tornam nossas vidas mais práticas surgiram devido à inquietação de sonhadores, que queriam fazer a diferença e não se conformavam com uma situação existente. As pessoas que admiramos, aquelas que alcançam grandes vitórias, só conseguiram chegar onde chegaram por algumas características, como: determinação, persistência e ousadia.

Muitas vezes, a vida nos cerca com caminhos diferentes e então é preciso fazer uma escolha: este ou aquele? Ir ou ficar? Na verdade, as opções estão disponíveis em nossas trajetórias desde quando nascemos. Estamos escolhendo uma coisa à outra a todo momento. Engana-se quem pensa que se livra dessa responsabilidade deixando o compromisso para que outro o faça em seu lugar ou ficando inerte: quem não faz escolhas, opta por não ser o autor da própria história.

Os grandes heróis da humanidade sonham e, por isso, têm objetivos. Assim que deve ser, não se deve ter medo de arriscar, ousar e tentar de novo caso não dê certo. Para chegar “ao infinito e além”, é necessário subir de degrau em degrau. Assim, o esforço de cada pessoa é reconhecido, pois cada um colhe o que semeia. 

E, como já dizia um pensador, “há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Reciclagem: atividade sustentável que gera renda

Em um mundo em que tudo tem prazo de validade, até mesmo bens duráveis como televisões, celulares e computadores, o volume de lixo aumenta mais e mais. A educação da população também não favorece o meio ambiente, já que muitos cidadãos ainda jogam lixo nas ruas, o que obriga a criação de leis que tornem esses hábitos infrações.

A reciclagem surge, então, como um alívio para a natureza e também como fonte de renda para catadores e donos de galpões de reciclagem.



A praia também sofre com a quantidade de lixo abandonado nas areias. O catador Luiz Carlos, morador da Tijuca (RJ), conta que trabalha apenas nos finais de semana na praia de Copacabana e, catando apenas latinhas, consegue lucrar uma média de R$900,00.

Praia de Copacabana (RJ)
Segundo dados da assessoria da Comlurb, são removidos na orla, em alta temporada, incluindo os resíduos dos quiosques, em média, 60 a 70 toneladas de lixo em dias de semana; 100 a 120 toneladas, aos sábados, e aos domingos 150 a 180 toneladas. A companhia ainda informou que a coleta seletiva no Rio de Janeiro, atualmente, atende a 68 bairros e recolhe 3,7% do total de material com potencial reciclável, ou seja, um total estimado em 1.991 t/dia.

Já é hora de a população ter consciência e contribuir com o meio ambiente, mudando pequenos hábitos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Acessibilidade e o direito à liberdade

Segundo o artigo 5º da Constituição Brasileira, todos os indivíduos são iguais e têm direito de ir e vir. Entretanto, a teoria não se aplica à pratica de maneira eficiente. Todos os dias, diversos cidadãos com algum tipo de deficiência física enfrentam obstáculos para cumprirem atividades rotineiras.

Esse é o caso da professora Rita de Cássia Barbosa, cadeirante, que leciona na Faculdade Granbery e faz pós-graduação em Pedagogia na mesma instituição. Em seu dia-a-dia, depara-se frequentemente com problemas de acessibilidade, como o constante defeito nos elevadores dos ônibus adaptados.


Rita alega que o problema se deve à falta de manutenção e que o caso agravou-se ainda mais depois da autorização para que os passageiros descessem através da porta do meio dos veículos. O Supervisor de Transporte e Trânsito da Settra, Eduardo Coleta, explica que a vistoria no transporte público urbano acontece anualmente e eventualmente.


Entretanto, Coleta afirma que, pelo fato de o número de veículos ser grande, é inviável que todos sejam fiscalizados diariamente.


Segundo dados da Settra, em 2014, a frota de veículos adaptados em Juiz de Fora contabilizará um total de 61%, isso porque alguns ônibus antigos serão substituídos por carros ajustados, já que só podem circular durante dez anos. 

A professora também reclama das calçadas irregulares e sem rampas de acesso: “Na rua Sampaio, por exemplo, eu tenho que andar pela rua, indo de encontro aos carros. E ainda tem uma obra que tumultua tudo mais”. A Chefe do Departamento de Políticas para Pessoas com Deficiência, Thaís Altomar, afirma que o impasse é nacional porque a responsabilidade pela adequação das calçadas é do proprietário, o qual quase nunca se mostra interessado em fazê-la. Entretanto, como a acessibilidade é uma lei, cabe à prefeitura fiscalizar de forma mais rigorosa as estruturas. Thaís ainda ratifica a falta de planejamento das obras em Juiz de Fora, especialmente na Rua Santo Antônio.

Rua Santo Antônio, no Centro de Juiz de Fora (MG)
A atual proposta da prefeitura é viabilizar o centro da cidade para que ele possa servir de exemplo e, a partir de então, levar as adaptações para os bairros. No entanto, o projeto só será viável com o apoio da população e dos moradores. 


Enquanto a população que não se sente afetada fecha os olhos para a situação, milhares de cidadãos lutam diariamente por um pouco mais de independência.