quarta-feira, 4 de junho de 2014

A quase uma semana

A Copa do Mundo de 2014 está cada dia mais próxima. Apesar de diversas obras não terem sido finalizadas, das confusões acerca da venda dos ingressos para os jogos, quem parece focar apenas no futebol é a seleção brasileira.

Os jogadores já imaginam a grande final, no Maracanã, mas ressaltam a importância de "matar um leão a cada dia", ou seja, pensar primeiramente no próximo amistoso e também na estreia dos canarinhos, no dia 12 de junho.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A imprensa carioca na Copa

O ano de 2014 será histórico. Aliás, já está sendo. Tudo porque o Brasil recebe um evento mundial que mexe com a emoção tanto de fanáticos por futebol, quanto de quem nem entende muito sobre o assunto. A Copa divide opiniões: alguns acreditam nos benefícios de o país ser visto internacionalmente, enquanto outros acham hipocrisia investir tanto dinheiro em um espetáculo sendo que estruturas básicas, como saúde e educação, ainda são precárias.

O Rio de Janeiro, que já foi capital, por ser uma metrópole e estar posicionado estrategicamente no mapa é uma amostra do resto do país, tem sua importância e sedia diversos acontecimentos importantes. A exemplo: os protestos contra o Mundial e importantes jogos do evento. Além disso, a cidade maravilhosa irá receber milhares de turistas que buscam não somente vivenciar a magia de uma copa, mas também conhecer pontos turísticos.

Dessa forma, é importante saber como a imprensa carioca se prepara para esse evento histórico. Com a palavra, os jornalistas que estarão na cara do gol!

Entenda melhor como será a cobertura do jornal impreso Lance!


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Em busca de humanização no nascimento, Centro Natural de Parto reabre em JF

A Casa de Parto de Juiz de Fora, fechada em 2007, reabre no início de 2015 como Centro Natural de Parto, acoplada ao Hospital Universitário (HU), no Dom Bosco, na Cidade Alta.

As Casas de Parto foram criadas em 1999, em todo o Brasil e são unidades de saúde onde trabalham nutricionistas, assistentes sociais e enfermeiros especializados em obstetrícia, cuja missão é realizar o parto humanizado. Em 2011, o governo federal lançou o Rede Cegonha, um projeto que tem por objetivo a implantação de centros de parto natural por todo o Brasil, integradas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O programa prevê a instalação de 200 unidades em todo o país até o final deste ano. A de Juiz de Fora terá enfermeiras obstetras no comando, mas também contará com médicos, para caso haja qualquer complicação nos partos.

Assista ao vídeo abaixo e compreenda a diferença entre hospitais e Centros de Parto Normal.


UM TRAUMA ANORMAL

A violência obstétrica é cada vez mais comum. Uma pesquisa feita em 2010 pela Fundação Perseu Abramo revelou que 25% das mulheres brasileiras sofreram violência durante o parto. Ela caracteriza-se pela apropriação do corpo da mulher e de seus sistemas reprodutivos pelos profissionais de saúde através de tratamentos desumanizados, abuso de medicação e outros meios, causando a perda da autonomia e da capacidade de decidir sobre seus corpos.

A enfermeira residente em obstetrícia, Andressa Rodrigues, explica como essa violência pode ocorrer.


São violências obstétricas:
  • Tratamento impessoal;
  • Não permissão de acompanhantes;
  • Tratamento hierarquizado;
  • Submissão a procedimentos invasivos;
  • Privação de segurar o bebê após o parto;
  • Comentários chocosos e ameaçadores;

Os casos podem ser denunciados no site do Ministério Público Federal ou em delegacias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é campeão em relação ao resto do mundo em cesarianas. Em 2010, a porcentagem de realização desse procedimento atingiu 52%, quando o recomendado pela OMS é de apenas 15%.

Muitas mulheres desistem de tentar o parto normal por medo ou por indução médica. Entretanto, a cesariana pode ter várias desvantagens.



Para tornar o procedimento o mais natural possível, casas de parto utilizam técnicas de alívio da dor, como massagens e banho morno, além de tecnologias não invasivas como bolas, banquinho e cavalinho, que ajudam na descida do bebê. A enfermeira Andressa Rodrigues ainda destaca a importância em estimular o córtex primitivo, ou seja, incentivar que a mulher tome suas próprias atitudes no momento do parto e, assim, fique na posição mais confortável para que o filho nasça, por exemplo: de cócoras, quatro apoios ou com uma perna levantada.

UM MODELO DE SUCESSO

A Casa de Parto David Capistrano Filho, em Realengo (RJ), completou dez anos em março e atende, em média, 640 mulheres por mês. Em sua história, já foi fechada pela vigilância sanitária que alegou falta de equipamentos essenciais. Entretanto, após reivindicações de profissionais e de grávidas, foi reaberta.

A instituição realiza partos de baixo risco de mulheres com as seguintes condições: idade gestacional até a 34ª semana, não tenha filhos nascidos por cesárea, não tenham sido submetidas a nenhuma cirurgia uterina e que não apresentem qualquer problema de saúde, como diabetes, hipertensão, bronquite, asma, entre outros. Para que a gestante seja acolhida pela casa é necessário que ela participe de oficinas, consultas e plano de parto. Depois de todo esse processo, o pré natal também precisa ser realizado na unidade.

De acordo com a enfermeira e diretora da casa de parto, Leila Azevedo, desde o primeiro contato, os profissionais tentam desconstruir o modelo “medicalizado” do parto na atualidade, despindo preconceitos e ideias pré-concebidas do processo: “O grande benefício de uma casa de parto é olhar para o parto como um evento feliz, sexual e ímpar. Não existe um parto igual ao outro. A casa de parto possibilita um ambiente mais próximo à realidade doméstica das mulheres. O simples fato de não usarmos o ‘branco’, da casa ser colorida, das mulheres e suas famílias conhecerem o ambiente já torna esse processo menos ameaçador.”

A Casa de Parto de Realengo luta diariamente contra a violência obstétrica e a favor da humanização do parto.
Grávida e a enfermeira Andressa Rodrigues na Casa de Parto em Realengo (RJ)