domingo, 18 de outubro de 2015

Que tipo de avós seremos nós?

Nós somos a geração workaholic, que quer tudo para ontem, que quer ser feliz agora. Enquanto nossos avós compravam alimentos da feira e faziam comida fresca todos os dias, nós, recorremos a congelados de supermercado e sequer aguentamos esperar o tempo necessário do micro-ondas.

Se doença, naquela época, era curada com ervas medicinais: para estômago, chá de boldo; para feridas, aroeira; hoje, compramos saúde em caixinhas. Nos orgulhamos de fazer mil atividades ao mesmo tempo, de sermos dedicados no trabalho a ponto de almoçarmos às 20h, de obter o sucesso que nossos pais conquistaram aos 50, com apenas 25. Mas o que isso implica no nosso futuro?

Em busca de rápidos resultados físicos, aceleramos o processo com potes cheios de pós de proteínas isoladas. Quando crianças, nossas avós nos mimavam com deliciosas sobremesas caseiras. Como nós, geração fitness, agradaremos nossos descendentes? 

Não se pode negar que muita coisa evoluiu nos últimos 50 anos, mas nossos novos hábitos também nos trouxeram ônus, como muitas doenças psicológicas. Então, será mesmo, que nossos avós estavam errados ao não ter tanta pressa de viver? Talvez não. E, talvez, se não desacelerarmos, nem cheguemos a ser avós.