quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mais 48 horas, por favor?

Apesar de eu deixar claro que um dos princípios do meu blog é a liberdade, para falar sobre qualquer tema em qualquer estilo, a ideia inicial era postar conteúdos mais jornalísticos: um espaço para publicar matérias e artigos opinativos sobre o que eu tivesse vontade.  Mas o post de hoje é diferente, é um quase-desabafo, porque às vezes me pego tendo reflexões da vida e escrever me alivia, me deixa alegre, me liberta. Enfim, se até o Sakamoto o fez, que mal tem, né?!

Atualmente, as pessoas vivem numa correria sem fim. É um legado da Revolução Industrial. Desde crianças, têm mil atividades: aulas de idiomas, aulas escolares, mil atividades físicas e quando crescem ainda têm que lidar com emprego, compromissos sociais, frustrações, cobranças, pressões e tudo mais que vem no pacote vida adulta. É verdade meu bem, porque com a liberdade vem também a responsabilidade, já dizia o tio do homem aranha (ou quase isso).


Isso tudo porque a prioridade da geração Y é a carreira e, ao contrário de seus pais, eles não buscam apenas estabilidade e um "bom emprego", mas sim uma profissão que dê prazer, além de um bom salário. E não para por aí: querem ser especiais e se destacar de alguma forma, sendo assim, fazem mil coisas para se diferenciarem, ficando sufocados. (Mas não vou aprofundar nesse assunto por ser uma questão extremamente delicada, se você quiser ler mais sobre isso clique aqui). Essas pessoas têm metas altíssimas e se não bastasse satisfazer tudo o que a sociedade espera, elas ainda são rigorosíssimas consigo mesmas, tendo que atender aos próprios objetivos para sentirem-se realizadas.


A sociedade moderna acaba moldando seus integrantes a um ritmo frenético com os inúmeros compromissos e funções que cada um tem que assumir diariamente. Somado a isso, ainda há diversas causas de stress cotidianas, como engarrafamentos, poluição, falta de gentileza e empatia. Todos esses fatores reduzem a qualidade de vida e colaboram para o desenvolvimento de diversas doenças contemporâneas.


A questão é que toda jornada tem ambições a serem conquistadas, caso contrário, qual sentido teria viver?No entanto, vivemos contra o relógio, preocupados em não envelhecer, em fazer mil atividades, em transformar 24 horas em 72 e, assim, não vemos o tempo passar. Queremos dar conta de todos os amigos, de todos os filmes no cinema, todos os livros, das notícias do mundo, dos conteúdos disciplinares, da academia, da religião, mas por mais que você se esforce, alguma coisa sempre fica de lado. Então, quando abrimos os olhos, já há milhares de pisca-piscas espalhados pela cidade, diversos caras fazendo bico de bom velhinho, até um dia em que, no espelho, o reflexo terá rugas e fios brancos e, como já dizia a Cris, você vai parar para pensar: e aí, valeu à pena?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Filhos da Simplicidade


Durante entrevista realizada no show de Juiz de Fora (MG), que ocorreu em 19/10/2013, o grupo Revelação fala sobre samba, preconceito musical e ainda confessa que música "mulher traída" é inspirada em fatos reais.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Conscientização e Prevenção do Câncer de Mama

Você com certeza já ouviu falar do Outubro Rosa. Mas alguém já parou para te explicar o que é isso?  Este é um movimento comemorado em todo mundo e o nome remete ao laço rosa, símbolo do câncer de mama. O objetivo é chamar a atenção das pessoas para o conhecimento da doença, realização de exames preventivos e um diagnóstico precoce. Em Juiz de Fora, a Ascomcer promove diversos eventos para conscientizar a população. No dia 06/10, ocorreu a Corrida Solidária na UFJF.

Ainda sobre a programação, a Ascomcer realiza, em parceria com a Natura, no dia 18, uma oficina de valorização de imagem e autoestima com as pacientes; no dia 22, no Teatro Clara Nunes, o Primeiro Simpósio de Oncologia do Outubro Rosa, aberta ao público, com palestras e mesas-redondas ministradas por profissionais da área de saúde (inscrições pelo e-mail comunicacao@ascomcer.org.br); no dia 31, uma passeata de encerramento, no Parque Halfeld.

O câncer de mama é o mais incidente no Brasil e o que mais mata no mundo. Em nosso país, já são mais de 50.000 casos. Segundo o mastologista Bruno Laporte, as principais causas da descoberta em etapas avançadas são a falta de acesso ao sistema de saúde, o medo da mamografia, a qual deve ser realizada pelas mulheres a partir dos 40 anos, e o medo da revelação da doença. O médico alerta para a importância da prevenção, ressaltando que se o tumor for descoberto com até um centímetro, as chances de cura são de 95%.


O apoio da família torna-se fundamental durante o tratamento de um câncer, como conta Adriana Aparecida de Almeida (48): "A minha família foi 200%". Ela descobriu a doença durante um autoexame em abril de 2009. Os exames confirmaram e Adriana passou por sessões de quimioterapia e radioterapia, além da cirurgia de retirada de quadrante do seio. Entretanto, para dar o suporte a quem está doente é preciso não estar fragilizado, por isso, a Ascomcer tem um grupo de apoio a familiares de pacientes da instituição, no qual uma psicóloga reune-se com os acompanhantes às quartas-feiras para compartilhar experiências e passar bem-estar. De acordo com o Ministério da Saúde, quem tem algum parente de grau primário que teve câncer de mama deve realizar exames preventivos aos 35 anos, já a Sociedade Americana de Oncologia recomenda mamografia e ressonância a partir dos 30 anos de idade.

Os pacientes também têm um momento de integração: o Grupo Vitoriosa, no qual as mulheres em tratamento, em controle ou ex-pacientes encontram-se para atendimento psicossocial e fisioterápico. Toda mulher, mesmo que não seja vinculada ao hospital, pode participar (3311-4010) e lá também há o confeccionamento de próteses artesanais, usadas dentro do sutiã.
 
O trauma por uma mastectomia radical pode ser grande, por isso o Governo Federal sancionou uma lei que obriga a reconstrução mamária no mesmo tempo cirúrgico, no sistema público de saúde. Apesar disso, Laporte afirma que muitas mulheres ainda têm dificuldade no acesso a esse direito, já que muitos hospitais não têm estrutura, mas em Juiz de Fora, o Hospital Universitário conta com uma equipe plástica, a qual oferece a intervenção.

Quem pensa que câncer de mama é doença só de mulher está enganado! Homens também são vítimas e podem detectá-la através de feridas na pele da mama ou mamilos, secreção ou nódulos. Segundo o RHC (Registro Hospitalar de Câncer) da Ascomcer, em 2010, foram 230 casos de mulheres com câncer de mama e um homem. Já em 2011, foram 195 casos de mulheres para três casos de homens.

Durante esse mês, a Ascomcer e o Hospital Universitário da UFJF estão agendando mamografias por telefone. Inclusive, o HU/UFJF ainda oferece um centro de reabilitação / reestruturação da doença chamado “De peito aberto”. Atualmente, existem diversos tratamentos modernos, por isso é importante a conscientização da população e a extinção do medo a respeito do câncer de mama.

Matéria originalmente publicada no portal Zine Cultural .