Apesar de eu deixar claro que um dos princípios do meu blog é a liberdade, para falar sobre qualquer tema em qualquer estilo, a ideia inicial era postar conteúdos mais jornalísticos: um espaço para publicar matérias e artigos opinativos sobre o que eu tivesse vontade. Mas o post de hoje é diferente, é um quase-desabafo, porque às vezes me pego tendo reflexões da vida e escrever me alivia, me deixa alegre, me liberta. Enfim, se até o Sakamoto o fez, que mal tem, né?!
Atualmente, as pessoas vivem numa correria sem fim. É um legado da Revolução Industrial. Desde crianças, têm mil atividades: aulas de idiomas, aulas escolares, mil atividades físicas e quando crescem ainda têm que lidar com emprego, compromissos sociais, frustrações, cobranças, pressões e tudo mais que vem no pacote vida adulta. É verdade meu bem, porque com a liberdade vem também a responsabilidade, já dizia o tio do homem aranha (ou quase isso).
Isso tudo porque a prioridade da geração Y é a carreira e, ao contrário de seus pais, eles não buscam apenas estabilidade e um "bom emprego", mas sim uma profissão que dê prazer, além de um bom salário. E não para por aí: querem ser especiais e se destacar de alguma forma, sendo assim, fazem mil coisas para se diferenciarem, ficando sufocados. (Mas não vou aprofundar nesse assunto por ser uma questão extremamente delicada, se você quiser ler mais sobre isso clique aqui). Essas pessoas têm metas altíssimas e se não bastasse satisfazer tudo o que a sociedade espera, elas ainda são rigorosíssimas consigo mesmas, tendo que atender aos próprios objetivos para sentirem-se realizadas.
A sociedade moderna acaba moldando seus integrantes a um ritmo frenético com os inúmeros compromissos e funções que cada um tem que assumir diariamente. Somado a isso, ainda há diversas causas de stress cotidianas, como engarrafamentos, poluição, falta de gentileza e empatia. Todos esses fatores reduzem a qualidade de vida e colaboram para o desenvolvimento de diversas doenças contemporâneas.
A questão é que toda jornada tem ambições a serem conquistadas, caso contrário, qual sentido teria viver?No entanto, vivemos contra o relógio, preocupados em não envelhecer, em fazer mil atividades, em transformar 24 horas em 72 e, assim, não vemos o tempo passar. Queremos dar conta de todos os amigos, de todos os filmes no cinema, todos os livros, das notícias do mundo, dos conteúdos disciplinares, da academia, da religião, mas por mais que você se esforce, alguma coisa sempre fica de lado. Então, quando abrimos os olhos, já há milhares de pisca-piscas espalhados pela cidade, diversos caras fazendo bico de bom velhinho, até um dia em que, no espelho, o reflexo terá rugas e fios brancos e, como já dizia a Cris, você vai parar para pensar: e aí, valeu à pena?


