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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mídias sociais: o diário na atualidade

Se no tempo de nossos avós o dia-a-dia e as confissões eram guardadas em um diário, muitas vezes trancado a cadeado, hoje são publicadas nas redes sociais. Os internautas compartilham em seus perfis músicas, imagens e textos com os quais têm afinidade; além de informações de suas vidas pessoais e profissionais: sucessos ou fracassos, como estão se sentindo, fotos de onde estiveram ou do que comeram.

As mídias sociais possibilitam falar para todo mundo, sem falar para ninguém. É como se quisessem desabafar, mas sem ouvir conselhos. Essa intenção é justificada pelo fato de as pessoas utilizarem as redes sociais para compartilhar conteúdos publicamente, mas exigirem privacidade. É o caso de adolescentes que, cada vez mais, abandonam os sites de relacionamentos mais populares para buscar outros em que os pais não estejam cadastrados. 

Essa ânsia pelo sigilo também ocorre com adultos que reclamam terem seus perfis vigiados pelas empresas para as quais trabalham. Certa vez, ouvi um palestrante comparar o Facebook a uma praça de uma cidade pequena, ambos espaços públicos, e aconselhar: não faça nada na internet que você não faria na praça. A princípio, essa analogia me causou revolta porque se é seu perfil, é seu espaço e você tem seus direitos! Entretanto, depois tudo fez sentido, já que na vida real você também tem que respeitar leis e está sujeito a julgamentos.


O fato é que ninguém cabe dentro de si, ninguém consegue guardar tudo para si próprio. Existe a necessidade de conversar, compartilhar, contar para alguém ou, até mesmo, escrever para externar. De qualquer maneira, com vigilância ou não, as gerações online encontraram o lugar para narrar seus hábitos, suas personalidades, seus gostos e suas rotinas: as mídias sociais.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O abandono do impresso e a internet


Atualmente, as mídias digitais e redes sociais fazem parte do cotidiano das pessoas, e quem não está inserido nesse meio é considerado quase um alienígena. Através dos sites de relacionamento, quem antes era apenas receptor da mensagem, passa a ser autor, mostrando sua opinião a amigos/seguidores ou interagindo em uma publicação de outra pessoa ou empresa. 

Tendo percebido que a internet é um canal de aproximação com o leitor, jornais e revistas criaram fanpages, nas quais divulgam o conteúdo de seus sites e materiais impressos. Entretanto, a questão da possibilidade do desaparecimento dos jornais impressos em virtude do aumento da leitura virtual ainda é muito discutida e, por um objetivo extremamente comercial: vender mais jornais e revistas, algumas empresas voltaram atrás, limitando o conteúdo ao qual os internautas têm acesso. 

Para visualizar todas as matérias do site da Folha de São Paulo é preciso ser assinante do jornal, mas ainda há a possibilidade de fazer um cadastro gratuito e acessar 20 publicações por mês. Já os veículos ligados à Globo foram proibidos de divulgar links em redes sociais para que o internauta freqüente os sites por completo. Mas será que essas medidas são mesmo eficazes? As pessoas procurarão por mais conteúdo ou abandonarão de vez a informação? 

A internet possibilitou, através de todo o seu lado lúdico, que pessoas que só recebiam informação através de televisão ou rádio começassem a desenvolver o gosto pela leitura, ao mesmo tempo em que permitiu a leitura segmentada, ou seja, as pessoas podem procurar aquilo o que mais as interessa, tomando conhecimento de apenas um assunto específico. 

De fato, só saberemos o resultado das ações observando estatísticas das empresas, mas há uma certeza: muitos internautas não gostaram da restrição e estão mostrando sua indignação nas próprias páginas criticadas ou em seus perfis. Resta saber se serão atendidos ou não.