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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Voa, sem medo

Aceite o fim dos ciclos. Todo sofrimento que nós passamos na vida é gerado pela inconformidade. Pensamos: “se fosse assim, se acontecesse da forma como eu imaginei”, mas nós não temos o poder de controlar todos os capítulos de nossas vidas. Podemos, sim, escolher caminhos, já que temos um livre-arbítrio. Entretanto, a consequência dessas escolhas não nos é facultativa. Além disso, lidamos com a interferência de escolhas alheias, que podem desviar nossa rota do que foi previamente planejado.

Todo fim de etapa assusta e qualquer despedida gera um aperto no peito. É a saudade de todos aqueles momentos bons vividos, que não queremos deixar para trás. Entretanto, não temos a consciência de que nós não apagamos aquelas vivências, como se elas nunca tivessem acontecido. Isso é impossível, elas passam a ser parte de nós. Seja como boas memórias ou como experiências. A partir de então, seguimos em frente mais calejados e com mais bagagem para lidar com novos desafios. Afinal, um pequeno tombo pode gerar muita dor e choro para uma criança, mas para um adulto... não passa de uma intercorrência sem importância.

O novo gera receio, medo. É como entrar em uma caverna escura para desvendar seus mistérios. Você tem duas escolhas: permanecer do lado de fora e ter, para sempre, a dúvida do que existe lá dentro, ou ter coragem, se arriscar a passar por trilhas irregulares e descobrir algo surpreendente, que poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer. 

Para alçar altos voos é preciso não olhar pra baixo. Ter coragem não é ser forte e passar por qualquer situação sem tremer na base. Ter coragem é superar seus receios e ir em frente. Afinal, há 50% de chance de acontecer algo maravilho. Sobre os outros 50%? Ah! Eles não importam.

Letycia Cardoso

terça-feira, 11 de março de 2014

Sonhar, ousar, arriscar

A energia elétrica, a geladeira, a internet e as várias invenções que tornam nossas vidas mais práticas surgiram devido à inquietação de sonhadores, que queriam fazer a diferença e não se conformavam com uma situação existente. As pessoas que admiramos, aquelas que alcançam grandes vitórias, só conseguiram chegar onde chegaram por algumas características, como: determinação, persistência e ousadia.

Muitas vezes, a vida nos cerca com caminhos diferentes e então é preciso fazer uma escolha: este ou aquele? Ir ou ficar? Na verdade, as opções estão disponíveis em nossas trajetórias desde quando nascemos. Estamos escolhendo uma coisa à outra a todo momento. Engana-se quem pensa que se livra dessa responsabilidade deixando o compromisso para que outro o faça em seu lugar ou ficando inerte: quem não faz escolhas, opta por não ser o autor da própria história.

Os grandes heróis da humanidade sonham e, por isso, têm objetivos. Assim que deve ser, não se deve ter medo de arriscar, ousar e tentar de novo caso não dê certo. Para chegar “ao infinito e além”, é necessário subir de degrau em degrau. Assim, o esforço de cada pessoa é reconhecido, pois cada um colhe o que semeia. 

E, como já dizia um pensador, “há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.