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domingo, 23 de novembro de 2014

Cara, eu preciso te contar

que não penso mais em você todos os dias. Não sei quando o amor que eu sentia acabou. Aliás, nem sei se acabou, mas sei que não vale investir em uma coisa que não vai ter futuro... e, se tivesse, não ia ser o que eu sonhei pra mim.

O que acontece é que a cada vez que você me ignorava ou que preferia qualquer outro compromisso à minha companhia, um pedacinho da minha esperança morria. Foram mais de anos que esperei que tudo seria diferente... não sei por qual motivo.

O fato é que hoje não me iludo mais. Sei que você sempre só vai olhar para o seu umbigo e priorizar as suas vontades. E não, não venha me falar que esse é seu jeito de amar, nem tentar me fazer sentir culpada, alegando que a culpa é minha. Já caí nessa história mais de um milhão de vezes e hoje sei que sou dona de minhas vontades, diretora do meu destino. 

Por isso, escolho te deixar partir, escolho não me importar com uma pessoa que não quer ser cuidada. Escolho ser feliz e deixar pra trás tudo o que me feriu e me fez desacreditar no amor.

Pra te dizer a verdade, só queria abrir seus olhos, porque todas as pessoas que um dia já gostaram de você, hoje estão longe. Em seus novos amigos, você não pode confiar e, quando está com os antigos, não tira a máscara. Presta atenção no que você está plantando, pra não se arrepender lá na frente. Conselho de alguém que, apesar de tudo, te quer bem.

Se cuida, rapaz... porque eu não estarei mais ao seu lado para fazer isso.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Crônica do amor que nunca existiu

Acabou. Vamos pelo menos uma vez nessa história ser explícitos. Nunca quisemos rotular para não estragar o que rolava, já que ninguém entenderia. A gente não entendia.

Era bom estar com você. Era uma companhia, era confiança, era sorriso. Era ansiedade, coragem e um foda-se pro que estavam falando. Era carinho, eram compromissos desmarcados, era aventura. Era um friozinho na barriga, era paixão e eu achei que era amor.

Mas, de repente, não era mais e você não avisou. Foi desaparecendo, aos poucos, como uma miragem no deserto. Não era mais esforço, não era mais felicidade, não era mais amizade. Era ausência, agonia, angústia. Era uma falsa-expectativa, uma ilusão.

Lutei para não ver o que era nítido. Avisei que estava mudando. Você fez que tudo era igual. Mas acho bom agora deixarmos tudo em pratos limpos. Já não justifico seus erros para os outros. Já não defendo você com todas as minhas forças. Hoje, seus defeitos incomodam, o amor de casais que se conheceram há pouco virou carência e o dos que estão há muito, comodidade. Só acredito em raras exceções. Mas não acredito mais que isso vai acontecer pra mim. Dizem que é o luto e que é normal. Estanho. Aliás, estranha é como me sinto.

Então, de uma vez por todas, vou deixar de tentar mais e mais uma última vez ter sua atenção. Estou seguindo meu caminho. De você, não guardo raiva. Sei que você está na lista negra de muita gente. Só me dói que com toda essa “coisa”, como você gostava de chamar, também desapareça a nossa história de anos. Anos antes disso tudo.

Adeus, de vez.